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Goris

Tópico Oficial - Aventuras na História!

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Tópico oficial para artigos e matérias de História, que muitas vezes não precisam de um post só.

 

Norton I, Imperador dos Estados Unidos
 Cardoso - Contraditorium

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150 anos atrás era coroado o primeiro e único Imperador dos Estados Unidos da America, talvez o maior de todos os malucos-beleza. A história é comumente tomada como ficção, por ter sido popularizada em Sandman, de Neil Gaiman, mas é incrivelmente verdadeira.

Joshua Abraham Norton era um inglês morador dos EUA que foi muito rico, até perder tudo em um investimento mal-planejado, importando arroz do Peru. A batalha judicial com os credores o desestabilizou mentalmente, a ponto de sumir do mapa, levando anos para voltar a São Francisco.

No dia 17 de Setembro de 1859 ele enviou uma proclamação a vários jornais, onde se declarava Norton I, Imperador dos Estados Unidos. Achando que era brincadeira, alguns publicaram.

Outros decretos se seguiram, onde ele dissolvia o Congresso, dava ordens ao exército, etc. Claro, ninguém prestava atenção. Era apenas um sujeito arruinado, quase um sem-teto, vivendo em um quarto de pensão cuja diária custava 50 centavos.

Só que Norton era uma figura extremamente simpática. Ao invés de expulsá-lo os comerciantes o recebiam bem. Com o tempo o Imperador virou figura folclórica. Ele coletava impostos (geralmente 50 centavos) e era convidado a comer nos melhores restaurantes.

Depois disso placas de bronze eram colocadas na porta, dizendo “Indicado por Sua Majestade Norton I, Imperador dos EUA”. Isso aumentava a freguesia, e logo Norton tinha mais convites do que tempo. Peças e Concertos sempre reservavam um camarote para ele.

Fora os “impostos” a única fonte de renda de Norton eram seus bônus imperiais e papel-moeda. Não só o dinheiro que ele emitia era considerado item de colecionador, como vários estabelecimentos comerciais aceitavam as notas.

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Norton inspecionava os bondes, escolas e vias públicas, mantinha correspondência com outros monarcas e dizem até ter se encontrado com Dom Pedro II. Seus decretos iam dos mais loucos a ordens como criar uma Liga das Nações e construir uma ponte na Baía de São Francisco – considerado na época uma idéia doida.

Ele usava um fardão imperial, doado por um general do Presídio de São Francisco, quando ficou rasgado demais, ele ganhou outro, da municipalidade.

No censo de 1870 ele aparece listado como “Imperador”.

Em 1967 Norton foi preso por um policial babaca de nome Armand Barbier, que o tentou levar para um manicômio, para internação involuntária. Uma série de editoriais nos jornais atacou a atitude do filho da puta. Norton foi solto, e Patrick Crowley, Chefe de Policia fez um pedido de desculpas formal para o Imperador, em nome de toda a Força Policial:

“Ele não derramou nenhum sangue, não roubou ninguém, não pilhou país nenhum. Isso é mais do que pode ser dito de outros Imperadores”

Depois disso todos os policiais de São Francisco passaram a saudar o Imperador, quando passavam por ele nas ruas.

Em 8 de Janeiro de 1880 aos 61 anos Norton estava a caminho da Academia de Ciências da Califórnia, onde faria uma palestra, quando teve um ataque e morreu, na rua. Os jornais estamparam manchetes com o falecimento. O San Francisco Chronicle publicou “Le Roi Est Mort”, junto com um lindo e respeitoso obituário.

Todos sabiam que ele era um louco que se achava Imperador, mas um maluco inofensivo e querido, que nunca mostrou ganância, crueldade ou má-intenção. Norton era o pequeno agente provocador, a pequena dose de aleatoriedade que torna a vida menos monótona. E também não era nenhum golpista, como alguns chatos alegavam.

Suas posses se resumiam a uma coleção de chapéus, cinco ou seis Dólares em moedas, US$2,50, uma bengala, uma espada e alguns papéis. Ele ia ser enterrado como indigente, mas a Câmara de Comércio da cidade intercedeu e pagou por um funeral digno. Norton I Imperador dos Estados Unidos foi enterrado com honras de chefe de estado. Seu cortejo foi formado por 30 mil pessoas e teve mais de 3Km de extensão.

Sua lápide traz “Norton I Imperador dos Estados Unidos e Protetor do México”

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Joshua Norton mostrou que você não precisa nem sequer ser são para fazer do mundo um lugar melhor.

Fonte: Contraditorium, SFGate e Wiki de Verdade

Caras, descobri há pouco tempo o Contraditorium, mas adoro o estilo despojado de escrever do Cardoso. Se curtirem o texto, dêem uma visita (e view) ao Contraditórium e comentem algo lá, para o autor ver que textos de curiosidades históricas são legais e geram views.

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Bom, não são mulheres de grelo duro, mas as verdadeiras feminazi originais.
Bom, sinal que mulheres podem ser capazes das mesmas (ou maiores) crueldades que os homens, precisando apenas de poder para as executar.

Vamos falar sobre Feminazis…
 Cardoso 02/03/2017

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A Segunda Guerra Mundial foi um evento fundamental para a liberação das mulheres. Os soldados voltaram para casa e descobriram que suas Mulheres de Atenas agora eram operárias, engenheiras, administradoras. Aviadores voavam em aviões construídos por mulheres, as bombas atômicas usaram Urânio e Plutônio purificados em instalações operadas por mulheres, que segundo os cientistas responsáveis eram mais eficientes do que os técnicos cheios de diplomas e PhDs.


Na Rússia milhares de mulheres snipers espalhavam o terror entre os nazistas, fora incontáveis outras pilotando caças e tanques. Só que na Alemanha não era assim. A Raça Superior só via a superioridade de suas mulheres na área reprodutiva.

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Não que eu discorde, por um segundo sequer que a Claudia Schiffer é uma matriz de altíssima qualidade.

As mulheres foram ativamente direcionadas para cumprir funções de esposas e mães. Só por extrema necessidades foram aceitas nas forças armadas, e mesmo assim em pequeno número. Eram secretárias e telefonistas. Nas fábricas prisioneiros de guerra eram preferíveis, assim as futuras mamães do Reich não sujavam as mãos.

Houve um campo em especial onde as mulheres se destacaram, e não era um campo bonito, era o campo de concentração. Quando a SS começou a ficar com falta de homens resolveu colocar mulheres trabalhando como guardas e ajudantes. A maior parte eram voluntárias. Que alguém se voluntarie a um trabalho que era desconfortável mesmo para nazistas, provocando deserções e suicídios, vai além da minha capacidade de compreensão.

Uma delas mulheres era Ilse Koch. Seu apelido mais carinhoso era A Bruxa de Buchenwald. Ela começou em outro campo, onde o então noivo era comandante. Quando Karl Otto Koch foi transferido para comandar Buchenwald, ela foi junto como guarda e secretária, e lá mostrou as garras.

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Ela fazia obras no Campo com dinheiro confiscado dos prisioneiros, incluindo claro dentes de ouro. Um de seus passatempos era inspecionar prisioneiros atrás de tatuagens interessantes. Estes eram enviados para o médico do campo, que as removia e transformava em abajures de pele humana. Viu? O trenzinho do seu marido não é o pior hobby que ele poderia inventar.

Ilse e suas atrocidades inspiraram a protagonista do deliciosamente ruim filme de nazixploitation, Ilsa, She-Wolf of the SS, de 1975, onde Dyanne Thorne faz a promíscua e sanguinária oficial nazista que abusa de prisioneiros das formas mais cruéis que o cinema dos Anos 70 podia mostrar: Com muitos peitinhos e sangue falso.

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Ao contrário de Dyanne Thorne, cujo último filme é de 2013, a carreira de Ilsa não foi longa. Seu marido foi preso pela Gestapo em 1943, pois há poucas coisas que os nazistas não toleram e improbidade administrativa é uma delas. Karl Koch estava envolvido em um esquema de corrupção, fraude e assassinato de prisioneiros para que não testemunhassem sobre suas falcatruas.  Ele foi enforcado em 1944, dias antes do campo onde estava prisioneiro ser libertado pelos Aliados.

Ilse ficou em cana até 1944, libertada por falta de provas e presa pelos aliados em 1945. No meio do julgamento para fugir da sentença ela deu um jeito de arrumar uma gravidez, o que não foi um feito fácil, afinal ela só mantinha contato com outras prisioneiras e com os guardas da prisão, todos ingleses e em sua maioria judeus.

Provando que a necessidade realmente cria estranhos companheiros de cama, alguém acabou fornecendo a Ilse o DNA e a desculpa que ela precisava. Mas não foi sorte, Ilse tinha fama de pistoleira, passava o rodo nos oficiais nazistas e dizem, até em prisioneiros. Só livrava a cara do marido, que por sua vez era compreensivo. Otto Kock era gay, o casamento era puro disfarce, e convenhamos, dado o apreço dos nazistas pelos rapazes alegres, melhor um corno vivo que um gay morto.

Seja lá como for o esquema deu certo e Ilse saiu com a incrível pena de 4 anos de prisão. Um segundo julgamento foi marcado com novas acusações e dessa vez ela pegou prisão perpétua. Ela sobreviveu até 1967, quando se matou aos 60 anos, depois de desenvolver ilusões paranóicas de que seus antigos prisioneiros iriam atacá-la em sua cela.

Ilse apesar de tudo era uma santa perto de uma tal de Irma Grese.

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Irma era conhecida como A Hiena de Auschwitz, muito provavelmente não por causa de seu senso de humor.

Filha de um fazendeiro, ela abandonou a escola aos 14 anos, passando a se dedicar a uma organização nazista para jovens moças. Se ofereceu como voluntária e acabou trabalhando de auxiliar de enfermagem em um hospício da SS, mas era tacanha demais para conseguir passar nas provas para Enfermeira.

Em 1942 ela se ofereceu e foi aceita como Aufseherin, guarda, no campo de concentração feminino de Ravensbrück, mais tarde sendo transferida para Auschwitz. Irma andava com botas pesadas, uma pistola e um chicote. Costumava atirar em prisioneiras por puro tédio. Testemunhas a viram chicotear outras mulheres até a morte, e atacá-las com cachorros famintos.

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Irma sabia do terror que causava e adorava entrar nos alojamentos e ver as expressões de pânico. Ela mantinha casos com os outros guardas e oficiais, alguns dizem que com o próprio Josef Mengele, e chegou a forçar um prisioneiro médico a fazer um aborto, quando engravidou sem-querer.

Especialmente cruel é a forma com que escolhia quais prisioneiras iriam para a câmara de gás. Além das fracas e doentes, como era habitual, Irma Grese exterminava todas as mulheres que mesmo naquelas condições sub-humanas ainda mantivessem um traço de beleza, algo que indicasse que elas fora dali seriam mais bonitas do que Irma. O que, diga-se de passagem, não era difícil.

Em abril de 1945 Irma foi capturada em Auschwitz. Seu julgamento aconteceu entre Setembro e Novembro de 1945, ao final Irma Grese foi condenada a morte por Crimes contra a Humanidade. às 9h34min do dia 13 de Dezembro de 1945 o carrasco puxou a alavanca, abriu o alçapão e a medula de uma das mais terríveis nazistas foi separada de sua cabeça, matando-a com a rapidez e misericórdia que suas vítimas nunca tiveram.

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Irma Grese, a Hiena de Auschwitz, responsável direta e indiretamente por incontáveis mortes morreu aos 22 anos.

VINTE E DOIS ANOS e a criatura é capaz de mais maldade, mais crueldade do que 99,999% de todos os humanos que já viveram. (...)

Fonte: Contraditorium

PS: Retirei algumas partes do texto por motivos ideológicos, quem quiser ver na íntegra, visite a página.
A parte retirada não muda o contexto ou os fatos apresentados.

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A Mulher-Pirata que aterrorizou a França

 Cardoso 03/12/2017
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Nossa história começa onde a maioria dos contos de fada termina. É um final feliz, mesmo a noiva tendo apenas 12 anos, mas é o Século 14, os médicos da época não eram exatamente o House e a expectativa de vida era a mesma de um beija-flor. Imagina então como sofriam os beija-flores da Época.


A noivinha novinha se chamava Jeanne Louise de Belleville, era o ano de 1312 e ela juntava os trapos com Geoffrey de Châteaubriant VIII, bretão muito rico de família pobre em imaginação. Oito filhos e nenhum Enzo?

Dois nobres de boa origem, podres de ricos, alta aristocracia, curtindo o clima na Bretanha, aquela região na pontinha da frança. Em breve seria um dos pontos focais da Guerra dos Cem anos, mas por enquanto era só paz e alegria, até que Geoffrey morreu, em 1326.

Jeanne já era uma senhora de meia-idade, com 26 anos e precisava se sustentar e aos filhos. Arrumou um novo marido em 1328, mas o casamento foi anulado em 1330 pelo papa João XXII. Sem problemas, ela cedeu aos avanços de Olivier de Clisson IV, outro nobre podre de rico.

Os dois se deram muito bem, segundo todos os relatos era um casamento feliz, que rendeu cinco filhos. Infelizmente a História como sempre apareceu pra atrapalhar. A Bretanha começou uma guerra civil, com apoio dos ingleses de um lado e dos franceses do outro. No meio de tudo, Jeanne e a família.

Olivier precisava escolher um lado, e indo contra boa parte dos amigos e parentes, escolheu lutar pelo lado da França, o que não ajudou quando depois de quatro tentativas a cidade de Vannes foi derrotada e Olivier capturado.

 

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Como era de praxe, foi cobrado resgate, mas como também havia uma troca de prisioneiros no meio, a cabeça de Olivier saiu muito barato, barato demais e os franceses desconfiaram, até porque ele foi o único nobre bretão que foi devolvido.

Em 1343 rolou uma trégua, todos estavam de novo amiguinhos e Olivier foi convidado para um torneio na França. Você sabe, cavalos, lanças, arqueiros, leitões assados nas fogueiras, Jon Snow, Robin Hood… só que o personagem de ficção aqui é outro.

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É, era uma armadilha do Rei Felipe VI. Olivier foi capturado em 19 de Janeiro de 1343, legado para Paris e julgado traidor. Sua cabeça foi separada do corpo em 2 de Agosto de 1343, e para horror da nobreza como um todo, a cabeça foi exposta ao público, coisa que só se fazia com criminosos de baixo escalão.

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A notícia chegou até Jeanne. Ela pegou os dois filhos mais novos e foi até Nantes, onde a cabeça de Olivier estava sendo exposta. Ninguém sabe o que ela falou nesse momento, mas o consenso entre os historiadores é que pode ser traduzido por “big mistake”.

Jeanne voltou para casa, vendeu tudo que tinha. Castelos, terras, jóias, tapeçarias, pedras preciosas, iphones, a medida do bonfim, disco do Pixinguinha, tudo. Com o Ouro que arrecadou contratou um exército de soldados fiéis a Olivier.

Sua primeira incursão foi a um castelo comandado por Galois de la Heuse, um nobre local leal aos franceses que reconheceu Jeanne e abriu os portões. Como eu falei, big mistake. As tropas entraram com tudo, Jeanne queria sangue, e teve. Só sobrou um sujeito, deixado vivo para contar a história.

Daí em diante Jeanne e seus homens começaram a aterrorizar castelos e guarnições na região. As tropas do Rei Felipe VI bem que tentavam mas ela estava sempre vários passos adiante.

Depois de um tempo ela começou a ser notada, e receber ajuda de bretões simpáticos à causa de tocar terror nos franceses. Entre os simpatizantes, estava o Rei da Inglaterra, que a armou com uma carta de corso, ou seja: Jeanne era uma pirata a serviço da coroa inglesa.

Um pirata precisa de um navio, já que um PC com BitTorrent provavelmente demoraria a chegar da China, era o Século 14 afinal. Jeanne ganhou três.

Ela pintou os navios de preto e mandou tingir as velas de vermelho. A nau capitânia da chamada Frota Negra foi batizada por Jeanne de “Minha Vingança”. A idéia era aterrorizar suas vítimas. Nada de surpresa, nada de ataques furtivos. As velas vermelho-sangue ao longe significavam morte.

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Os três navios atacavam em conjunto e pilhavam sem dó embarcações francesas no Canal da Mancha. Jeanne de Clisson comandava os ataques na linha de frente, abordando os navios inimigos brandindo um machado, seu método preferido era cortar cabeças francesas. Em geral só sobraram uns dois ou três miseráveis para, como sempre, contar a história.

Exceto se fossem nobres franceses, desses ela não tinha nenhuma misericórdia.

Em uma das batalhas seu navio foi afundado. Jeanne conseguiu pular em um bote com os dois filhos mais novos, dos quais não se separava. Sem suprimentos ela enfrentou o mar por cinco dias, remando sem cessar. O menor não aguentou e morreu, mas Jeanne conseguiu chegar até terra firme com o filho sobrevivente.

Nessa época ela era figura conhecida e temida, chamada de Leoa da Bretanha. Nem a morte do Rei Felipe em 1350 a acalmou. Ela continuou massacrando navios inteiros, invadindo e incendiando vilas francesas e barbarizando todo mundo pela frente até 1356.

Provavelmente ela teve um momento de reflexão enquanto cortava a garganta de algum duque ou conde, e pensou “I`m too old for this shit”, e em 1356, 56 anos de idade era BEM puxado. Tão súbito quanto quando começou, acabou a carreira de pirata de Jeanne de Clisson. Aproveitando que tinha um bom pistolão, é bom ser amiga do Rei da Inglaterra, ela casou com Sir Walter Bentley, lugar-tenente de Eduardo III.

Eles se mudaram para Hennebont, na Bretanha, onde Jeanne levou uma vida pacata e sossegada, até morrer em paz, em 1359.

Fonte: Contraditorium

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Os russosbrutos também amam!
Ou como a beleza de um príncipe russo salvou sua cidade de uma invasão mongol por ser... Belo!
 
 

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Oleg Ingvarevich frente a Batu Khan - "Poupado em nome de sua rara beleza"

  
A história da Russia antes de ser a Rússia é bem longa e, de certa forma, brutal e cruel. O Reino de Kiev (atual Ucrânia) era dividido em pequenos principados que constantemente lutavam entre si e, ainda que o povo russo em si fosse adepto de alguma paz e tolerância, as casas governantes eram gananciosas, invejosas e brutais em seus métodos tando de manter o controle de seu povo quanto de amedrontar e punir os inimigos.
 
Por isso, viviam em guerras feudais e, apesar de haver um rei de Kiev, sem a menor união como povo.
 
Eis que em 1224 os mongóis invadem a Russia, forçando o povo a se unir contra o poderoso invasor. Contra todos os prognósticos, os russos foram capazes de resistir e, embora tenham sido derrotados, terrivelmente derrotados, as perdas mongóis foram tão elevadas que eles decidiram por uma retirada para agrupar e reunir forças.

Os russos (ou quievitas/quievizes) então, tiveram a oportunidade de se unir e agregar forças, mas quando um, dois, três, vários anos se passaram, viram que os mongóis não voltariam e passaram a se enfrentar novamente em guerras fraticidas.
 
Eis que os mongóis voltaram, 13 anos depois, no inverno, quando ninguém são esperaria seu retorno e iniciaram uma terrível campanha.
 

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Invadir a Russia no inverno é cortejar a morte! Bom, os mongóis parece que tinham outra opinião


  
Vale comentar que os mongóis eram um império estranho para nossos tempos. Eles conquistavam, respeitando ao máximo as culturas e organização social dos conquistados, até com relativa tolerância e, muitas vezes, as leis mongóis eram mais benevolentes que as dos próprios conquistados. As taxas dos povos conquistados eram cerca de 10% das riquezas obtidas todos os anos - ligeiramente que os quase 40% de impostos do Brasil atual - mas isso era algo que os russos não sabiam e mesmo que soubessem, provavelmente não se importariam. Afinal, eram russos.
 
Batu Khan, neto do famoso Gengis Khan, era o líder d Horda Dourada, que iniciou o ataque à Russia.
 
E ele oferecia, cidade a cidade, a opção: "Se rendam incondicionalmente e serão poupados. Resistam e..." mas no geral, os russos preferiam o "e..." e, cidade a cidade, foram dizimados.
 
Oleg, Bravo, incansável e... belo!
 
Oleg Ingvarevich Krasnyi era o grande príncipe de Ryazan e, como tal, não poderia se render sem humilhar o nome de sua família e, por isso, apesar de tentar de todas as formas negociar com o próprio Batu Khan, ao fim das negociações, liderou seu exercito contra as forças da horda. 
 
Capturado e ferido, Batu Khan em pessoa fez um oferecimento de o poupar e cuidar de suas feridas caso aceitasse servir à horda. Oleg imediatamente amaldiçoou o inimigo do cristianismo e foi ordenado que fosse desmembrado para servir de exemplo aos outros russos, ainda que sua cidade, foi poupada em honra à sua heróica resistência.
 
Mas tudo era uma armação. Oleg Ingvarevich foi poupado "Em nome de sua rara beleza(*)" e levado para a corte de batu Khan, onde foi prisioneiro/servo/conselheiro do grande khan, talvez auxiliando na conquista de seu povo. 
 
 

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Morto em nome da cristandade e do orgulho russo, Oleg passou 14 terríveis anos como prisioneiro de Batu Khan!


 
 
Só 14 anos depois, após a morte de seu irmão e novo Grande Príncipe de Ryazan, ele retornou a seu povo, contando de seus longos e terríveis anos de prisão entre os mongóis e assumindo o trono. Ele governou mais seis anos, até seu filho mais velho, Roma Ingvarevich, ter idade para assumir o trono e se tornou um monge, vivendo seus ultimos anos em meio à humildade, caridade e celibato.
 
Morto, Oleg, agora com seu nome de monge Kosma, é considerado até hoje um santo em Ryazan. Ouse insinuar que ele era muito bonito para um russo e... Coisas ruins podem acontecer. 
 
Mongóis e russos, grandes guerreiros, mostram que a beleza doma a fera e que o amorrespeito é superior à tudo.
 
Fontes:
Deviantart
Familipédia
Политика
 
Trívia: A cidade de Ryazan foi criada, ainda nos anos 1.000 por meus ancestrais, Gorislavich ou Gorislavovich.

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Douglas Bader, o piloto que chutava bundas, e nem tinha como.
 
Cardoso 22/05/2018
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O dia que começou ruim para Douglas Bader estava prestes a piorar, muito. Voando sem seu fiel ala, ele se desorientou nas manobras e não conseguiu derrubar nenhum dos 12 caças alemães que seu grupo de 4 Spitfires havia atacado. Mirando em outro grupo ele conseguiu um abate, mas quando decidiu voltar pra casa seu caça foi atingido violentamente, a ponto de se partir em dois.

Sem a seção de cauda, o Spitfire girava descontrolado a 640Km/h, caindo como uma pedra. Brigando contras as forças g bader abriu a carlinga, mas não conseguiu sair. Sua perna estava presa nas ferragens. Vendo o chão se aproximar, ele tentou uma manobra desesperada: Abriu o paraquedas. Puxado pela força do ar, sua perna foi arrancada logo acima do joelho mas ao menos ele conseguiu pousar em segurança.

A perna era a menor das preocupações, pois era uma perna mecânica. Na verdade, Douglas Bader tinha duas.

Nascido em 1910, Douglas era jovem demais para lutar na Grande Guerra mas isso não impediu que visse seu pai morrer de ferimentos de combate, em 1917. Ele nunca mostrou propensão a uma carreira militar, ou a qualquer carreira. O padrasto (a mãe se casou assim que enviuvou) era um pastor que não dava bola pra Bader, a mãe também não ligava, ele acabou virando um adolescente revoltado, atirou no irmão com uma arma de chumbinho, e como punição foi mandado para uma escola preparatória, onde canalizou sua violência em esportes e… mais violência, participando de equipes de luta.

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Aos 13 anos ele foi introduzido por um tio (epa!) ao mundo da aviação militar, mas embora tenha gostado não cogitou a idéia de se tornar um piloto. As notas não eram grande coisa, mas depois de um esporro e um acompanhamento do diretor da escola, mudaram totalmente. Douglas Bader era extremamente inteligente, só não estava nem aí pra Hora do Brasil, literal e metaforicamente, mais metaforicamente.

O tio insistiu, ele viu que era uma boa e de qualquer jeito gostava de aviões (que garoto de 13 anos não gosta?) e ele acabou fazendo Academia da RAF e Oxford. Como cadete da Força Aérea ele adorava corridas de carros, acrobacias e corridas com aviões, as três coisas proibidas pelo regulamento. Cadetes morriam como moscas por causa dessas gracinhas, e com Douglas (quase) não foi diferente. Em 14 de Dezembro de 1931 ele forçou demais uma manobra acrobática e se esfacelou no chão com o avião. Depois de 4 semanas no hospital, Douglas Bader havia perdido as duas pernas. Ele tinha 21 anos de idade e esse foi o fim de sua carreira de aviador.

OK, foi o que disseram, mas o moleque rebelde jamais aceitaria uma opinião dessas, e usando a tecnologia da época, que não era exatamente a do Tony Stark, arrumou um par de pernas mecânicas e reaprendeu primeiro a andar, e quando se sentiu confortável procurou cursos de aviação civil para reaprender a voar usando as pernas mecânicas para acionar os pedais do leme.

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Douglas Bader, antes de seu acidente, fazendo manobras com aviões.

Em 1932 ele fez um teste prático e foi aprovado. Um exame médico o liberou para voar novamente, mas alguns meses depois a Força Aérea mudou de idéia. Douglas ficou puto mas só sobrou continuar voando como civil, até que em 1937 o bicho começou a pegar na Europa e os ingleses já não estavam tão exigentes em termos de pessoal. Ele aporrinhou o Ministro do Ar até conseguir uma posição, mas descobriu que era um posto em terra. Interveio o Vice-Marechal do Ar Halahan, que havia sido comandante de Douglas Bader antes do acidente.

Bader foi submetido -de novo- a todos os testes e exames, e foi aprovado com louvor e a contragosto. A idéia de um piloto sem pernas era ridícula para os envolvidos, e ninguém se preocupou em perguntar a Bader o que ele achava. O grande e praticamente aliado era o Vice-Marechal Halahan, que garantiu pessoalmente a capacidade de Bader.

Em 27 de Novembro de 1939 Douglas Bader fazia seu primeiro vôo solo como Tenente da Força Aérea Real, e como Baden era Banden, depois das manobras básicas ele vez um vôo invertido com seu biplano Avro Tutor. Em Janeiro de 1940 ele já estava voando num Spitfire, e batendo de frente com os superiores. Bader tinha suas próprias idéias de táticas de combate, que eram opostas ao ensinado. Esperto, ele parou de reclamar, fez o que todo mundo esperava dele, e foi sendo promovido.

Claro, na hora do vamos ver ele usava as táticas que achava melhor, o que levou a vários sustos. Muito agressivo, Bader gostava de mergulhar a toda em direção a seus alvos, e quase colidiu com um bombardeiro em uma de suas primeiras missões. Seu estilo era consequência de sua agressividade natural mas também de sua condição de amputado. Sem pernas não havia para onde o sangue ir durante manobras extremas. Em pilotos normais o sangue se acumulava nas pernas e eles perdiam a consciência. Bader não.

Ele Começou a acumular vitórias na Batalha da França, em Dunquerque e na Batalha da Inglaterra, onde chegou a ser quase abatido, pousar, trocar de avião e voltar.

Promovido a líder de esquadrão, coube a Bader resolver o problema de um grupo de canadenses, abalados com a perda de um monte de companheiros. Quando viram o sujeito mancando acharam que tinham sido sacaneados, mas rapidamente ele demonstrou no ar e em terra que estava ali a sério, e os pilotos passaram a adorar seu comandante, principalmente por seu desrespeito à burocracia. O que era preciso pra colocar o esquadrão nos trilhos, ele conseguia, sem papelada.

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Em 9 de Agosto de 1941, logo após ter derrubado um alemão Bader colidiu ou foi abatido pelo inimigo, saltando no último segundo ele perdeu uma perna presa no avião, e danificou a outra na queda. Isso explica ter sido capturado pelos nazistas, mas isso não era tão ruim se você fosse Douglas Bader. Sua captura foi comunicada ao General Adolf Galland, que imediatamente requisitou o prisioneiro para “interrogatório”.

Na verdade Galland era fã de Bader, um às não-conformista reconhece outro.

Adolf Galland era um dos últimos pilotos-cavalheiros, voando com honra e elegância. Defendia a arte dos combates aéreos como duelos, não como massacres, e protegia seus pilotos a ponto de brigar com Hermann Göring e Hitler, que não entendiam nada de combate aéreo (que era ruim sendo Göring chefe da Luftwaffe). Galland chegou a ser preso e quase foi acusado de traição durante a Revolta dos Pilotos, quando a elite da Luftwaffe exigiu uma série de mudanças para continuar combatendo.

Após verificar que Bader estava confortável, Galland usou de sua influência para resolver outros problemas do inglês que estava começando a se tornar um amigo e assim o seria por toda a vida. Contatando o Comando Britânico através da Cruz Vermelha, Galland garantiu salvo-conduto e no dia 19 de Agosto um bombardeiro inglês lançou de paraquedas uma caixa contendo uma perna mecânica substituta para Bader.

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Em uma atitude bem pouco britânica o bombardeiro depois lançou bombas sobre a base, mas a maior encrenca nem foi essa. Dar pernas novas a Bader se mostrou fonte de muita dor de cabeça. Ainda no hospital da base, ele fez uma clássica corda com lençóis e fugiu, mas foi recapturado quando uma enfermeira traíra entregou aos alemães que ele havia escapado.

Depois disso ele fugiu de todo campo de prisioneiros que era colocado. Em um deles sua fama o prejudicou. Um oficial da Luftwaffe soube que o famoso Douglas Bader estava no Campo 3. Foi até lá para conhecê-lo, mas quando chegou o alojamento estava vazio. Dado o alarme, Bader foi preso. De novo.

Chegaram até a fazer cartazes de procura-se para usar durante suas fugas, sendo que Bader achou hilário quando 20 anos depois ele viu um dos cartazes que dizia que ele “andava bem com uma bengala”.  “Absurdo” disse ele “eu nunca usei bengala”.

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Bader só sossegou o facho depois que ameaçaram tirar as pernas mecânicas para que ele parasse de tentar fugir, mas foi só por um tempo. Ele só sossegou mesmo quando foi mandado para o Castelo Colditz, um hotel de luxo transformado em prisão VIP onde ficavam altos oficiais aliados, ministros e políticos de alto escalão de países inimigos, celebridades, etc.

Libertado pelos americanos em 1945, Bader voltou para a Inglaterra, onde soube que seu velho amigo Adolf Galland, junto com outros dois pilotos, Hans-Ulrich Rudel e Günther Rall seriam recebidos como prisioneiros de guerra. Bader fez questão de estar presente, e em uma espécie de equilíbrio cármico, usou de sua influência para conseguir uma perna mecânica para Günther Rall, que também era amputado.

Bader era tosco e pé na porta. Uma vez em um programa na TV alemã homenageando Galland ele passou por um monte de ex-pilotos da Luftwaffe e comentou “Nossa, não sabia que tínhamos deixados tantos de vocês bastardos vivos”. Por outro lado ele era extremamente leal. Depois que os caças ficaram rápidos demais, complexos demais e ele não estava ficando mais novo, Bader deu baixa na Força Aérea e foi trabalhar como executivo da Shell.

Ele recebeu várias ofertas mais lucrativas, mas quando sofreu seu acidente a empresa havia oferecido uma vaga a ele, gesto que Bader nunca esqueceu.

Nesta edição do Essa É Sua Vida britânico, Douglas Bader foi homenageado entre outros por seu velho amigo Adolf Galland, e se há melhor mensagem de integração e humanidade do que isso, eu não sei, mas é bom demais ver uma platéia inglesa aplaudindo um general nazista.

Após se aposentar em 1969, Douglas Bader se dedicou a promover inclusão de deficientes no mercado de trabalho, e é complicado dizer a um sujeito que derrubava nazistas em seu Spitfire sem precisar das pernas que não dá pra empregar um sujeito pra dirigir um bonde por faltar u`a mão.

Por causa de seus esforços sociais Bader foi sagrado Cavalheiro do Império Britânico em 1976, mesmo ano em que parou de voar. Ele recebeu todas as honras e medalhas que poderia, foi visto como exemplo mesmo não sendo o modelo de bom-cidadão que a mídia gostava de vender. Bader era conservador, meio racista, nacionalista e briguento, mas pensando bem ele era um inglês de 76 anos, estranho seria se ele tivesse um tumblr e gênero próprio.

Douglas Bader morreu em 1982, deixando um legado, uma história e amigos de longa data, incluindo Adolf Galland, que compareceu a seu funeral, um gesto digno de um antigo inimigo.

Fonte: Contraditorium

 

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Muito interessante a história das greves , o que mais me chamou atenção foi a historia da primeira lá no Egito Antigo onde os trabalhadores das tumbas de Faraó largaram as ferramentas e foram ao palácio acertar as contas com o próprio deus Horus na terra...rs e a última pois simplesmente is indianos se uniram e pararam por 24 horas todos os setores da economia contra a política de privatizações do governo e aumentos salariais...

Temer se declarou um Iluminado por Deus para  estar no governo ... pra mim ele já surtou ou é senilidade mesmo devido a idade...não sei se vcs perceberam ,mas o presidente está com o rosto estranho , muito inchado,parece estar aplicando botox,  usando algum tipo de medicação forte pra manter a cara de pau que o deixa com as bochechas inchadas e brilhantes como a do Kiko ou fez plástica.Podem ser as três alternativas acima tb...

 

"As 6 greves mais importantes da história

Muito antes dos caminhoneiros cruzarem os braços por aqui, trabalhadores de vários setores, épocas e continentes pararam de trabalhar como forma de protesto

access_time28 maio 2018, 16h34
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 (Rodolfo Buhrer/Reuters)

Você já está cansado de saber: a greve dos caminhoneiros parou o Brasil (aliás, preparamos esse post aqui, para ajudar a entender um pouco melhor o cenário). Mas não foram os colegas de Pedro e Bino que inventaram as paralisações trabalhistas. A história das greves é quase tão antiga quanto a própria história. Então pare o que está fazendo e olhe para trás, o passado grevista pode te ensinar alguma coisa – enquanto você espera o ônibus com frota reduzida.

Direto da Tumba

No Egito antigo só tinha uma coisa mais importante que a vida do faraó: a morte do faraó. Mumificações, construções de templos, rituais, artefatos, tudo girava em torno do momento em que o líder do reinado fosse dessa pra uma melhor. E grande parte dessa responsabilidade caía especialmente sobre um seleto grupo de profissionais egípcios, os construtores de tumba. Membros de linhagens familiares que, há gerações, cuidavam especificamente do recinto em que os corpos dos faraós ficavam após a morte, os artesãos que trabalhavam nas tumbas formavam uma das categorias mais bem remuneradas do Egito. Pelo menos, em valor de mercado. Pesquisadores alemães encontraram registros do ano de 1152 a.C. que mostram o descontentamento dos trabalhadores após um atraso de quase um mês no seu pagamento. Foi quando os construtores largaram as ferramentas, e rumaram sentido ao palácio do faraó, clamando pelo pagamento. Foi a primeira greve já registrada.

Habbemus Greve

Secessio Plebis, é um termo em latim que pode ser traduzido para algo como “Secessão da plebe”. Se os egípcios realizaram a primeira greve, organizada por uma elite e visando os benefícios de um único grupo, coube aos romanos a primeira greve geral. Acontece que no Império Romano não tinha Serasa. Os Patrícios eram o grupo com maior concentração de renda. Se eles te emprestavam um grana ou cediam um espaço para você construir uma casa e você não conseguia pagar, a pena era nada a menos do que uma vida de servidão. Os devedores eram condenados à escravidão. O povo, como é fácil imaginar, não gostava muito dessa regra, principalmente porque as principais vítimas dessa história tendiam a ser justamente os membros do exército que saíam da cidade para guerrear por Roma. Enquanto eles estavam fora, suas esposas e parentes tendiam a fazer dívidas para sobreviver – e quando eles voltavam o montante já era alto demais para ser pago. Em 495 a.C. os romanos plebeus se rebelaram. Pediram um posicionamento do Senado – que, por medo, não se manifestou. Os plebeus não só cruzaram os braços, como deixaram a cidade. Os trabalhadores rumaram para a cidade vizinha de Monte Sacro, a 5 km de Roma. As consequências apareceram rápido: os plebeus eram os responsáveis pelas colheitas e logo a cidade ficou sem alimentos. Foi quando o governo cedeu: a plebe teria representantes no poder legislativo. Só então os trabalhadores voltaram à cidade.

Ordem e Progresso

A primeira greve registrada no Brasil ocorreu em 1858. Os responsáveis foram quem registrava os acontecimentos: os tipógrafos, que foram os primeiros brasileiros a cruzar os braços. Os trabalhadores afirmavam que a tarefa, que consistia em revisar, organizar e publicar os textos de jornais, era muito mal remunerada e que não havia condições básicas para esse tipo de trabalho. A paralisação, que envolveu apenas 83 grevistas parou a produção do Jornal do Commercio, do Correio Mercantil e do Diário do Rio de Janeiro. A única publicação impressa que rodava na Cidade Maravilhosa (à época capital do país) era o Jornal dos Typographos, um folhetim que divulgava as reivindicações do grupo: direito a férias e aumento salarial.

Work Work Work

Você tem direito a uma folga no dia 1º de maio. E você só pode ficar sem trabalhar na data porque há uns 130 anos, em 1886, os trabalhadores do EUA realizaram sua mais importante greve geral – que hoje é comemorada com o Dia do Trabalho. Com a participação de mais de 200 mil trabalhadores, o movimento começou após um funcionário da ferroviária Union Pacific ser demitido por ir à uma reunião sindical. A paralisação, então, começou a reivindicar direitos trabalhistas, como uma jornada de trabalho de, no máximo, 8 horas diárias. Alguns trabalhadores ficaram sem trabalhar por dois meses – o que resultou na criação da Central Sindical Americana.

Girl Power

Outro feriado grevista é comemorado no dia 8 de março. O dia da Mulher homenageia as 90 mil trabalhadoras de São Petesburgo que largaram as atividades e protestaram contra a fome e as condições precárias de trabalho que imperavam na Rússia em 1917. A ação foi tão significativa que é considerada o início da Revolução Russa, que acabou com o império czarista.

Caminho das Índias

Mais recentemente, em 2016, a Índia foi palco da maior greve já registrada: no dia 2 de setembro daquele ano, 180 milhões de indianos não foram trabalhar. Durante 24 horas, os principais serviços do país, públicos e privados, não funcionaram. Os participantes protestavam contra a política de privatizações do governo e reivindicavam aumentos salariais – incluindo o salário mínimo. Conseguiram. A remuneração base do país aumentou 42%."

 

https://super.abril.com.br/comportamento/as-6-greves-mais-importantes-da-historia/

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Cidades iluminadas por estrela de cristal e 'imperialistas' confinados em ilha: Como os soviéticos imaginavam 2017
_93583817_c53bc2d0-a12d-417e-bad9-f741e1Direito de imagemSERGEY POZDNYAKOV
Image captionA história futurista foi publicada em formatos de tiras para projetores de slides
Como seria o mundo se a União Soviética não apenas ainda existisse, mas também se tivesse espalhado o comunismo por todo o planeta?

Um exercício de imaginação nessa linha veio à tona em 1960 - mais especificamente a coleção de slides Em 2017, um relato fictício que se passa a poucos dias do centenário da Revolução Russa.

Nesse mundo imaginado, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) sobrevive à desintegração de 1991 (algo perfeitamente possível de se conceber em 1960) e se vê mais poderosa do que nunca.


Os soviéticos, por exemplo, têm uma ferrovia que cruza o Estreito de Bering - que os separa geograficamente dos EUA - e construíram uma represa capaz de deter as correntes frias do Ártico.

De autoria de V. Strukova y V. Schevchenko, e ilustrado por L. Smekhov, o material foi publicado em 44 tiras de negativos para o Diafilme, um projetor de slides doméstico que se usava nos anos 1960.

Em 2017 voltou à tona no início de janeiro, quando o russo Sergey Pozdniakov publicou as tiras em sua conta no VK, a principal rede social russa.

Pozdniakov disse à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC, que os negativos pertenciam a seu avô e tinham sido comprados em 1962 em um mercado de Moscou. O neto decidiu digitalizar as tiras porque elas estavam se deteriorando.

Apresentamos aqui dez negativos, que fazem parte do relato imaginado da experiência da excursão de uma turma escolar soviética, protagonizada pelo menino Igor - as crianças visitam Uglegrado, uma cidade construída sob o Ártico e que vive em eterna primavera.

Enquanto visitam o local, "imperialistas" causam uma explosão que põe em risco a vida do planeta.

'Em 2017'
_93585541_d451f67f-939b-4153-aa24-56a894Direito de imagemSERGEY POZDNYAKOV
Em uma aula de geografia, crianças veem em uma tela de cinema especial as cidades futuristas construídas pelos soviéticos. Uma delas é Uglegrado, a cidade subterrânea que os alunos visitarão no dia seguinte.

_93583818_3ab883bd-9fd7-40a5-b96d-03da75Direito de imagemSERGEY POZDNYAKOV
Os jovens também conhecem avanços tecnológicos como os foguetes de propulsão fotônica, que viajam na velocidade da luz para o sistema planetário mais próximo, Alfa-Centauri.

_93583820_2a555f35-f258-426f-951f-388602Direito de imagemSERGEY POZDNYAKOV
Um relógio especial desperta Igor para que ele não perca a excursão.

_93583821_bc464a72-a9df-472d-ad17-0cbb05Direito de imagemSERGEY POZDNYAKOV
Para preparar o café da manhã, Igor insere na cozinha automática uma receita deixada pela mãe. As máquinas escaneiam as instruções e misturam os ingredientes.

_93583822_13ca47c8-e4ed-438a-a6f9-fac37bDireito de imagemSERGEY POZDNYAKOV
Deixando para trás o clima frio de Moscou, Igor e seus colegas chegam a Uglegrado, cidade que vive em eterna primavera e cujos habitantes têm luz e calor fornecidos por uma estrela de cristal.

_93583823_54a49f93-e582-4c66-86d3-98a236Direito de imagemSERGEY POZDNYAKOV
Os soviéticos são capazes de construir cidades subterrâneas graças a potentes máquinas perfuradoras.

_93583824_f120d1a7-8081-4968-aaa1-c427e6Direito de imagemSERGEY POZDNYAKOV
Enquanto as crianças estão em Uglegrado, o Instituto Meteorológico Central soviético recebe notícias terríveis: os últimos "imperialistas" do mundo, que vivem em una remota ilha do Pacífico Sul, fazem testes com armas nucleares, que causam uma "explosão sem precedentes". Não só destroem a ilha como provocam "perturbações na atmosfera do planeta".

_93585540_e2ece808-59e0-4e4c-98a1-cdcd2eDireito de imagemSERGEY POZDNYAKOV
A explosão cria tornados gigantescos que se aproximam de Moscou.

_93583819_8d8ebb90-03df-4a08-b123-a5c953Direito de imagemSERGEY POZDNYAKOV
Mas os soviéticos contam com estações climáticas voadoras, capazes de controlar o clima. Com elas, detêm as tormentas, salvam o mundo e podem continuar preparando as comemorações do centenário da "Grande Revolução de Outubro".

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História

O conflito de Alvear


A flotilha do Alto Uruguai (brasileira, relativa ao rio) foi instituída em 1866 pelo Império Brasileiro em Itaqui durante a Guerra do Paraguai, a fim de obstar invasões paraguaias no Rio Grande do Sul.  Contava com os monitores Alagoas e Rio Grande, da Classe Pará, além de alguns navios de madeira de menor porte.  O comando da flotilha foi brevemente suprimido em 1871, sendo conjugado com o da Flotilha do Rio Grande do Sul. Em 1872, contudo, o baiano de origem polonesa Estanisláo Przewodowski foi nomeado comandante da flotilha.

Em 1874, Pamphilo Manoel Freire de Carvalho, um capitão-tenente médico, que vinha socorrer um brasileiro, ser ferido na cidade argentina vizinha a Itaqui de Alvear, foi agredido por dois curandeiros de origem italiana em frente à polícia local, que não reagiu.

 

Przewodowski, em reação, oficiou as autoridades argentinas repetidamente para entregar os agressores. Visto que não obteve reação, ordenou em 22 de junho que ambos os monitores da flotilha executassem bombardeios de hora em hora contra as aforas da cidade, até que, ao quarto disparo, uma comissão de residentes de Alvear foi a Itaqui negociar o cessar-fogo, que Przewodowski concedeu. O episódio causou uma crise diplomática entre ambos os países, resultando na exoneração de Przewodowski apesar de seu inocentamento pelo Conselho de Guerra. Przewodowski, contudo, foi heroizado pela população itaquiense, que o comemorou como patriota em sarau público em sua homenagem no ano seguinte, e ergueu um teatro em sua homenagem a partir de 1883. e posteriormente foi reintegrado como capitão de fragata pela Marinha, que passou a descrever suas ações como um ato de civismo.[6] O episódio foi eternizado como o "Conflito de Alvear".

A flotilha foi extinta em 1906

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Game of Thrones (e História real)

Gotz (de Godofredo) von Berlichingen foi um Cavaleiro Imperial Germânico.

=> Em 1504, durante o Cerco de Landshut, Got instava seus homens a atacar, apontando para frente sua espada, uma fucking bala de canhão a acertou, empurrando para trás com tanta força que ele perdeu a mão (e a espada).

=> Gotz então pediu a um famoso artesão que construísse para ele uma mão de metal, que lhe rendeu a alcunha Gotz of the Iron Hand.

=>Nos anos seguintes, após procurar os maiores artesãos de toda a Europa, conseguiu sua segunda mão prostética. Ela era tão complexa que lhe permitia escrever com pena e tinta! Isso era importante, visto que o cavaleiro era descrito como guerreiro-poeta.

=> Após perder a mão, ele continuou agindo como cavaleiro, guerreiro-poeta e mercenário por mais 40 anos.

 

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=> Em 1519, ele defendia a cidade de Möckmühl de um cerco, quando a cidade ficou sem alimentos. Gotz aceitou render a cidade caso os habitantes fossem poupados e ele e seus colegas liberados[/b]. Numa violação do acordo, a Liga Suabiana o aprisionou e entregou à uma cidade que ele havia atacado antes, durante a guerra, para que fosse devidamente punido. Mas acabaram por o libertar com a promessa de não se vingar contra a liga e pagar um régio resgate. Ambas as promessas cumpridas.

=> Em 1525 ele acaba participando da famosa (malditas escolas brasileiras que não contam essa história) Revolta dos Camponeses contra os excessos dos senhores feudais. Gotz aceitou a liderança da rebelião, não exatamente por convicção, mas em parte para impedir os excessos que ocorreriam numa guerra entre alemães. Incapaz de controlar os mais fanáticos sabotado por seus aliados, que desejavam um banho de sangue, Gotz deserta da liderança da rebelião e aguarda em sua terra natal pela "justiça" imperial, que ele previu, logo chegaria.

=> Aguardando julgamento, foi atraído pela Liga Suabiana, seus antigos inimigos, e aprisionado. A liga tinha algumas conta a ajustar e pretendia cobrar juros. Mas dois cavaleiros, seus antigos aliados, conseguiram o resgatar da prisão. De quebra Gotz sequestrou o bispo imperial (abaixo apenas do Papa, era quase como sequestrar o vice-presidente dos EUA).

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=> Gotz apresentou sua defesa ao imperador e foi inocentadoperdoado, mas por ter sequestrado o bispo, foi condenado a prisão domiciliar para o resto da vida, jamais podendo deixar sua propriedade.

=> Triste fim, Gotz teve que passar os 20 anos seguintes em suas enormes terras, seu castelo e sua floresta particulares, apenas escrevendo poesias, caçando, bebendo e tendo 7 filhos e 3 filhas para carregarem seu nome.

 

=> Além de vários navios de guerra alemães, Gotz serviu de inspiração para Gutts (de Berserker) e Jamie Lannister (de GoT).

Bom, talvez o final de Jamie Lannister em GoT não seja tão triste e terrível, mas agora podemos ter idéia de uma das inspirações para o Cavaleiro Real de Westeros.

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O "Demônio Negro".

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  • Seu pai era um aristocrata francês e sua mãe era haitiana. Ele foi criado de forma tipicamente aristocrata e seu pai não economizou em seu treinamento e educação militar.

Para um homem do século XVIII, ele aparentava ser um temível gigante. Tendo 1,85 metro de altura e uma força insana, Thomas-Alexandre Dumas era como Hércules.

Durante a Revolução Francesa, ele se alistou no exército francês e rapidamente subiu na hierarquia devido a suas habilidades com a espada, sua força e sua engenhosidade em táticas de batalha. Ele obteve glória, fama e todos em Paris conheciam seu nome.

Aqui segue uma lista de seus feitos:

  • Derrotou sozinho uma dúzia de soldados austríacos, capturou outra dúzia como prisioneiros e conduziu-os para seu acampamento. Ele repetiu tal feito posteriormente e capturou outros 16.
  • Thomas-Alexandre Dumas não tinha medo de ir à linha de frente para conduzir seus homens em batalha. Ele conseguiu derrotar um pelotão de cavalaria austríaca, capturou uma cidade inteira e levou consigo em torno de 1500 prisioneiros em um único dia!
  • Quando seu cavalo foi atingido, o general durão se recusou a ser abatido e usou o cadáver de seu cavalo como cobertura contra tiros de mosquete. À medida que soldados avançavam para sua posição, ele os abatia com seu sabre e conseguiu conter a cavalaria inimiga até a chegada de reforços.
  • Ele salvou a vila de sua futura esposa durante a Revolução Francesa, e foi assim que eles se encontraram e se apaixonaram.

Por causa de suas proezas em combate e sua reputação como excelente tático militar, Dumas tornou-se um general na campanha de Napoleão no Egito. Durante uma revolta concentrada na Grande Mesquita do Cairo, ele capturou a Grande Mesquita e dispersou os rebeldes. Napoleão admirou esse feito, mas teve inveja ao mesmo tempo.

Posteriormente, Napoleão comissionou um artista para pintar essa vitória histórica, porém removeu o general Dumas e fez-se ser retratado como o invasor da mesquita.

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  • A Revolta de Cairo teria precisão histórica se fosse um homem negro carregando o sabre.

Comparado à baixa estatura de Napoleão, Dumas era uma figura imponente e isso despertava inveja. O oficial médico chefe escreveu que os egípcios se espantavam quando viam Napoleão por ele "ser tão baixo e esguio".

Em comparação, ele escreveu que Dumas, com seu porte físico robusto e montado em seu cavalo, aparentava ser formidável, como um centauro. A população, em algumas ocasiões, erroneamente supunha que ele era o líder da expedição.

Diferente dos lacaios de Napoleão, Dumas não tinha medo de expor seus pensamentos e criticou a campanha egípcia, especialmente após o almirante Nelson ter derrotado a marinha francesa. Após uma longa discussão, Dumas deixou a campanha egípcia para retornar a França, mas foi capturado a bordo de seu navio e esteve preso por dois anos.

Após sua soltura, Napoleão continuou ressentido e bloqueou qualquer assistência financeira a Dumas e sua família. Quando um dos generais de Napoleão trouxe o nome de Dumas em uma conversa, Napoleão pisou fortemente em seu pé e disse, "Eu o proíbo de dirigir a palavra a mim a respeito desse homem".

Thomas-Alexandre Dumas morreu em 1806, mas o esforço de Napoleão de apagar seu legado não teve frutos.

Antes de morrer, ele iria contar a seu filho, Alexandre Dumas, histórias sobre seus dias heroicos e aventureiros. Este filho cresceu e se tornou o renomado e celebrado autor de "Os Três Mosqueteiros" e "O Conde de Monte Cristo".

Alexandre Dumas ressuscitou seu pai em histórias de glória, honra e heroísmo.

 

Fonte: Quora

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20 horas atrás, Goris disse:

O "Demônio Negro".

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  • Seu pai era um aristocrata francês e sua mãe era haitiana. Ele foi criado de forma tipicamente aristocrata e seu pai não economizou em seu treinamento e educação militar.

Para um homem do século XVIII, ele aparentava ser um temível gigante. Tendo 1,85 metro de altura e uma força insana, Thomas-Alexandre Dumas era como Hércules.

Durante a Revolução Francesa, ele se alistou no exército francês e rapidamente subiu na hierarquia devido a suas habilidades com a espada, sua força e sua engenhosidade em táticas de batalha. Ele obteve glória, fama e todos em Paris conheciam seu nome.

Aqui segue uma lista de seus feitos:

  • Derrotou sozinho uma dúzia de soldados austríacos, capturou outra dúzia como prisioneiros e conduziu-os para seu acampamento. Ele repetiu tal feito posteriormente e capturou outros 16.
  • Thomas-Alexandre Dumas não tinha medo de ir à linha de frente para conduzir seus homens em batalha. Ele conseguiu derrotar um pelotão de cavalaria austríaca, capturou uma cidade inteira e levou consigo em torno de 1500 prisioneiros em um único dia!
  • Quando seu cavalo foi atingido, o general durão se recusou a ser abatido e usou o cadáver de seu cavalo como cobertura contra tiros de mosquete. À medida que soldados avançavam para sua posição, ele os abatia com seu sabre e conseguiu conter a cavalaria inimiga até a chegada de reforços.
  • Ele salvou a vila de sua futura esposa durante a Revolução Francesa, e foi assim que eles se encontraram e se apaixonaram.

Por causa de suas proezas em combate e sua reputação como excelente tático militar, Dumas tornou-se um general na campanha de Napoleão no Egito. Durante uma revolta concentrada na Grande Mesquita do Cairo, ele capturou a Grande Mesquita e dispersou os rebeldes. Napoleão admirou esse feito, mas teve inveja ao mesmo tempo.

Posteriormente, Napoleão comissionou um artista para pintar essa vitória histórica, porém removeu o general Dumas e fez-se ser retratado como o invasor da mesquita.

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  • A Revolta de Cairo teria precisão histórica se fosse um homem negro carregando o sabre.

Comparado à baixa estatura de Napoleão, Dumas era uma figura imponente e isso despertava inveja. O oficial médico chefe escreveu que os egípcios se espantavam quando viam Napoleão por ele "ser tão baixo e esguio".

Em comparação, ele escreveu que Dumas, com seu porte físico robusto e montado em seu cavalo, aparentava ser formidável, como um centauro. A população, em algumas ocasiões, erroneamente supunha que ele era o líder da expedição.

Diferente dos lacaios de Napoleão, Dumas não tinha medo de expor seus pensamentos e criticou a campanha egípcia, especialmente após o almirante Nelson ter derrotado a marinha francesa. Após uma longa discussão, Dumas deixou a campanha egípcia para retornar a França, mas foi capturado a bordo de seu navio e esteve preso por dois anos.

Após sua soltura, Napoleão continuou ressentido e bloqueou qualquer assistência financeira a Dumas e sua família. Quando um dos generais de Napoleão trouxe o nome de Dumas em uma conversa, Napoleão pisou fortemente em seu pé e disse, "Eu o proíbo de dirigir a palavra a mim a respeito desse homem".

Thomas-Alexandre Dumas morreu em 1806, mas o esforço de Napoleão de apagar seu legado não teve frutos.

Antes de morrer, ele iria contar a seu filho, Alexandre Dumas, histórias sobre seus dias heroicos e aventureiros. Este filho cresceu e se tornou o renomado e celebrado autor de "Os Três Mosqueteiros" e "O Conde de Monte Cristo".

Alexandre Dumas ressuscitou seu pai em histórias de glória, honra e heroísmo.

 

Fonte: Quora

Interessante. Não conhecia essa história e ainda mais que ela terminou na "criação" de um autor de histórias tão famosas em todo o planeta.

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Em 10/07/2020 at 17:12, Old Brek disse:

Interessante. Não conhecia essa história e ainda mais que ela terminou na "criação" de um autor de histórias tão famosas em todo o planeta.

Eu sabia que Alexandre Dumas era negro (antes de assistir Jango Livre) mas não que seu pai era alguém tão importante.

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Napoleão não era baixo (1,65) não era considerado na sua época um nanico, desde o século 19 o Europeu em media cresceu mais de 11 centímetros, isso devido a melhor qualidade de vida (higiene, medicina e alimentação).

Mas se for comparar com Dumas, (porte fisico + altura), realmente ele parece um anão anoréxico, me lembra muito o caso de Yasuke que tinha 1,88 enquanto Oda Nobunaga tinha 1,67,

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Interessante é que agora existem mulheres que rejeitam qualquer homem que seja abaixo de 1,80, não considerado atraente.

Provavelmente a altura media vai aumentar alguns centímetros e depois estacionar pois seres humanos tem um limite para que o corpo se mantenha viavel, mais que 2,74 o coração tem problemas

 

 

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O incrível caso do escravo fujão que quase foi parar em Curitiba
Cardoso 22/06/2020

 
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A noção que a gente tem de escravidão no Brasil vem basicamente de desfiles de escola de samba e novelas da Globo, com aquela clássica imagem de negros descamisados presos com grilhões e vivendo em senzalas acorrentados, mas a realidade, como sempre, é bem mais complexa.
Nos EUA a gente imagina a mesma coisa, com um pouco mais de roupa e o Django eventualmente libertando todo mundo, e um viajante do tempo millenial se surpreenderia com escravos andando normalmente nas ruas, vivendo suas vidas e inclusive morando em suas próprias casas.

 
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O que não quer dizer que fosse uma vida fácil. O sujeito ainda era propriedade de alguém, e se fugisse a punição seria severa. Pra piorar, o dono do escravo costumava colocar o cara pra trabalhar e exigia uma gorda fração do salário dele. Mais ou menos como um trabalhador terceirizado de hoje em dia.
Ou seja: O escravo tinha que trabalhar feito um escravo pra pagar aluguel, comida, roupas E o percentual do patrão.
Não que algum fosse bonzinho mas alguns donos de escravos eram especialmente filhos da puta, como o dono de Henry Brown.

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Filho de escravos, segundo a Lei do Ventre Preso Henry Brown nasceu em escravidão em 1816, em uma fazenda no Condado de Louisa, Virgínia. Talvez por usar o método Paulo Freire, seu patrão nunca espancou ou deixou seus escravos passarem fome, mas -de novo- não deixou de ser um FDP.
Henry trabalhava em uma tabacaria, mas o patrão ficava com parte do salário. Um dia ele pediu permissão para casar-se, recebeu e se embolou com uma moça chamada Nancy, com a qual teve três filhos. O patrão então começou a chantagear Henry, dizendo que se ele não pagasse determinada quantia todo mês, iria vender Nacy e os pirralhos para outra fazenda.
Ou melhor, para ser honesto nem foi o patrão, foi a mulher dele quem organizou a chantagem. Ele foi só ***-mandado.
Vendo sua esposa de 12 anos grávida (nota: Não cancelem Henry, a esposa não tinha 12 anos, eles eram casados há 12 anos) (nota da nota: Há ou à? Tanto faz, você entendeu) ser levada embora para sempre fez algo estalar na mente de Henry Brown.
Ele decidiu que não iria mais ser escravo de ninguém, e começou a pensar em formas de escapar para os Estados do Norte, aonde escravidão era ilegal.
Era o chamado Antebellum, o período pré-Guerra Civil, então não havia ainda confusão de fronteiras, as forças da Lei estavam de olho, era muito complicado para um escravo escapar sem ser visto.
Henry então teve uma idéia: Usar o Sistema contra o Sistema. Primeiro ele contactou por carta um grupo abolicionista na Pennsylvania. (sim, escravos podiam trocar correspondência com quem quisessem)

 
Passmore_Williamson_in_Moyamensing_Priso

 Passmore Williamson, abolicionista, preso por se recusar a entregar uma escrava e seus dois filhos. Não se preocupe vão derrubar a estátua dele também.
Com ajuda de James C.A. Smith, um negro livre local e Samuel Smith, um sapateiro branco e personagem de filme que conhece todo mundo e arruma qualquer esquema, Henry empregou o equivalente hoje a US$2643 para viabilizar seu plano.
Eles conseguiram um marceneiro para projetar e construir uma caixa com buracos para respiração e estrutura para suportar o peso de um homem adulto. No dia da fuga Henry Brown se queimou propositalmente com ácido sulfúrico, para pedir o dia de folga. (fábricas de tabaco em 1849 ainda não tinham banco de horas)
Ele entrou na caixa, levando apenas água e bolachas. Ela foi fechada com pregos e correias, e despachada pela Adams Express Company para o endereço de Passmore Williamson, um abolicionista na Filadélfia.
Saindo de Richmond, Virgínia, são 398Km até a Filadélfia, mas como as autoestradas de 1849 eram tão inexistentes quanto os aeroportos, a viagem levou 27 horas, um tempo ainda melhor do que a maioria das minhas encomendas que fazem o trecho Rio-São Paulo.

 
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A caixa tinha vários avisos de “este lado para cima” e “cuidado, frágil”, mas claro que ela foi tratada com o mesmo cuidado e atenção que sua bagagem em uma United da vida (sorry, Lito).

 
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Henry viajou, às vezes de cabeça pra baixo de carroça, trem, vapor, carroça, trem, barca, trem e carroça, até chegar ao destino e sair triunfante da caixa, na frente de um grupo de abolicionistas. Eu gostaria sinceramente que ele tivesse dito “Tadá….” mas suas primeiras palavras foram “como estão, cavalheiros?” seguidas de um salmo da bíblia, que quase com certeza infelizmente não era Ezequiel 25:17.

 
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 TADÁÁÁÁ!!!!
Ele se tornou palestrante, se apresentando em eventos de grupos anti-escravidão, contando sua história e divertindo platéias com sua mirabolante fuga, que fez todo mundo do Sul de ******.
Aos poucos Henry foi incorporando novos feitos às suas histórias, mas em 1850 ele fez seu melhor truque, desapareceu. Foi o ano em que os Estados do Norte, tentando evitar uma Guerra Civil aceitaram a criação do Fugitive Slave Act, uma legislação que é considerada uma das causadoras da Guerra Civil. Ops.

 
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Segundo a Lei escravos fugitivos poderiam ser capturados mesmo nos Estados aonde escravidão era ilegal, e as autoridades locais deveriam colaborar na busca e apreensão dos fujões.
Sem pensar duas vezes, Henry “Box” Brown, como era conhecido agora se mandou pra Europa, aonde se apresentava reencenando sua história para uma sociedade encantada com a inventividade, chocada com a escravidão e que não aprenderia NADA, repetindo nos próximos anos os mesmos erros e barbarizando nas colônias da África, né, Leopoldo?
Como ao contrário da militância de 2020 Henry não acreditava que miscigenação era genocídio, ele acabou se enrabichando por Jane Floyd, uma moça branca, filha de um metalúrgico, e em 1855 eles se casaram.
Henry continuou com seus shows, escreveu sua autobiografia e começou a incorporar mágica e hipnotismo em seu ato. Ela gostava de usar roupas espalhafatosas e se vender como Príncipe Africano, enquanto hipnotizava a platéia e fazia voluntários latirem ou cacarejarem.

 
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Com o fim da Guerra Civil ele e a nova família se mudaram para o Canadá, aonde Henry Brown viveu feliz e em paz, fazendo seus shows e palestras, até morrer aos 81 anos em 1897.
Reza a lenda que três escravos brasileiros tentaram escapar da mesma forma que Henry Brown. Dois ainda estão em Curitiba, o terceiro ainda não saiu de Cajamar.

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Pensa na tonteira


Fonte: Contraditorium

 

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