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Vamos falar de política!

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Vamos conversar sobre política fazendo comentários pessoais, compartilhando notícias, artigos e imagens, indicando sites, entre outros. Qualquer um pode postar notícias para comentarmos e se for algo grande que ache melhor criar um tópico próprio, pode fazê-lo. Notícias boas ou ruins, vamos conversar sobre Brasil ou até do mundo aqui pessoal.

 

Como qualquer tópico de notícias e afins, podem fazer posts seguidos para postar notícias caso estejam postando algum texto grande e queiram dividir em mais de um post para melhorar a visualização.  ;)

 

...

 

 

Começando...

 

Após 11 meses na cadeia, José Dirceu consegue progressão para regime aberto e vai cumprir pena do mensalão em casa

 

Condenado por corrupção ativa, um dos nomes políticos por trás do esquema domensalão petista está respirando mais aliviado. Onze meses depois de ser preso, o ex-ministro José Dirceu vai poder cumprir em casa o restante da pena de sete anos e 11 meses em regime semiaberto.

 

O Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou nesta terça-feira (28) o pedido da defesa de Dirceu de progressão para o regime aberto. A decisão é do ministro Luís Roberto Barroso.

 

Aclamado como herói nacional por parte da militância petista, mesmo após a prisão, o ex-todo-poderoso do governo Lula foi beneficiado pelo bom comportamento na cadeia.

 

Como vem fazendo cursos no Centro de Progressão Penitenciária de Brasília e trabalha fora da prisão, ele teve 142 dias descontados da pena.

Assim, mesmo sem cumprir um sexto de pena, ele alcançou no dia 20 de outubro o prazo para progredir de regime.

 

Dirceu trabalha atualmente como assistente de biblioteca em um escritório de advocacia de Brasília. Ele recebe R$ 2,1 mil por mês.

 

O mensalão foi a compra de apoio parlamentar nos primeiros anos do governo Lula. Segundo a Ação Penal (AP) 470, relatada pelo ex-ministro do STF Joaquim Barbosa, Dirceu, então ministro-chefe da Casa Civil de Lula, era o mentor político do esquema que visava ao pagamento de propina a deputados para votar projetos de interesse do governo.

 

Ele chegou a ser condenado também por formação de quadrilha em outubro de 2012. Entretanto, a condenação foi revista no começo deste ano pela nova composição do Supremo.

 

Assim, Dirceu conseguiu escapar do regime fechado de prisão.

 

Fonte

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Causou certa indignação em determinados setores da sociedade brasileira a inauguração do porto de Mariel, em Cuba, na segunda-feira 27/01/2014, com a presença de Dilma Rousseff. O espanto se deu por que a obra foi erguida graças a um financiamento do BNDES, que data ainda do governo Lula. Atribui-se o investimento a uma aliança ideológica entre os governos petistas e a família Castro, responsável pela ditadura na ilha. É um equívoco ver o empréstimo desta forma. Trata-se de um ato pragmático do Brasil.
 
O porto de Mariel é um colosso. Ele é considerado tão sofisticado quanto os maiores terminais do Caribe, os de Kingston (Jamaica) e de Freeport (Bahamas), e terá capacidade para receber navios de carga do tipo Post-Panamax, que vão transitar pelo Canal do Panamá quando a ampliação deste estiver completa, no ano que vem. A obra, erguida pela Odebrecht em parceria com a cubana Quality, custou 957 milhões de dólares, sendo 682 milhões de dólares financiados pelo BNDES. Em contrapartida, 802 milhões de dólares investidos na obra foram gastos no Brasil, na compra de bens e serviços comprovadamente brasileiros. Pelos cálculos da Odebrecht, este valor gerou 156 mil empregos diretos, indiretos e induzidos no País.
 
A obra “se pagou”, mas o interesse do Brasil vai além disso. Há quatro aspectos importantes a serem analisados.
 
O primeiro foi exposto por Dilma no discurso feito em Cuba. O Brasil quer, afirmou ela, se tornar “parceiro econômico de primeira ordem” de Cuba. As exportações brasileiras para a ilha quadruplicaram na última década, chegando a 450 milhões de dólares, alçando o Brasil ao terceiro lugar na lista de parceiros da ilha (atrás de Venezuela e China). A tendência é de alta se a população de Cuba (de 11 milhões de pessoas), hoje alijada da economia internacional, for considerada um mercado em potencial para empresas brasileiras.
 
Esse mercado só será efetivado, entretanto, se a economia cubana deixar de funcionar em seu modo rudimentar atual. Como afirmou o subsecretário-geral da América do Sul do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Antonio José Ferreira Simões, o modelo econômico de Cuba precisa “de uma atualização”. O porto de Mariel é essencial para isso, pois será acompanhado de uma Zona Especial de Desenvolvimento Econômico criada nos moldes das existentes na China. Ali, ao contrário do que ocorre no resto do país, as empresas poderão ter capital 100% estrangeiro. Dono de uma relação favorável com Cuba, o Itamaraty está buscando, assim, completar uma de suas funções primordiais: mercado para as empresas brasileiras. Não é à toa, portanto, que o Brasil abriu uma nova linha de crédito, de 290 milhões de dólares, para a implantação desta Zona Especial em Mariel.
 
Aqui entra o terceiro ponto, a localização de Mariel. O porto está a menos de 150 quilômetros do maior mercado do mundo, o dos Estados Unidos. Ainda está em vigor o embargo norte-americano a Cuba, mas ele é insustentável a longo prazo. “O embargo não vai durar para sempre e, quando cair, Cuba será estratégica para as companhias brasileiras por conta de sua posição geográfica”, disse à Reuters uma fonte anônima do governo brasileiro. Tendo em conta que a população cubana ainda consistirá em mão de obra barata para as empresas ali instaladas, fica completo o potencial comercial de Mariel.
 
Há ainda um quarto ponto. Ao transformar Cuba em parceira importante, o Brasil amplia sua área de influência nas Américas em um ponto no qual os Estados Unidos não têm entrada. A administração Barack Obama é favorável ao fim do embargo, como deixou claro o presidente dos EUA em novembro passado, quando pediu uma “atualização” no relacionamento com Cuba. Ocorre que a Casa Branca não tem como derrubar o embargo atualmente diante da intensa pressão exercida no Congresso pela bancada latina, em sua maioria linha-dura. No vácuo dos EUA, cresce a influência brasileira.
 
Grande parte das críticas ao relacionamento entre Brasília e Cuba ataca o governo brasileiro por se relacionar com uma ditadura que não respeita direitos humanos. Tal crítica tem menos análise de política externa do que ranço ideológico, como prova o silêncio quando em destaque estão as relações comerciais do Brasil com a China, por exemplo. Não há, infelizmente, notícia de um Estado que paute suas relações exteriores pela questão de direitos humanos. Se a regra fosse essa, possivelmente o mundo não seria a lástima que é.
 
Soma-se a isso o fato de que manter boas relações com Cuba é uma prática do Estado brasileiro, não do governo atual. As relações Brasília-Havana foram reatadas em 1985 e têm melhorado desde então. Em 1992, no governo Fernando Collor, houve uma tentativa de trocar votos em eleições para postos em organizações internacionais. A prática, como a Folha de S.Paulo mostrou em 2011, continuou no governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), sob o qual o Brasil também fechou parcerias e intercâmbios com Cuba.
 
De fato, em 1998 o então chanceler de FHC, Luiz Felipe Lampreia, se encontrou com um importante dissidente cubano, Elizardo Sánchez, algo que o governo brasileiro parece muito distante de fazer. Pode-se, e deve-se, criticar o fato de o Planalto sob o PT não condenar publicamente as violações de direitos humanos da ditadura castrista, mas não se pode condenar o investimento no porto de Mariel. Neste caso, prevaleceu o interesse nacional brasileiro.

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Exato.
O fato é que um evento positivo pode ser usado como um investimento negativo na epoca das eleições - ou no caso dos radicais seguidores do Olavo de Carvalho qualquer época - bastando se ignorar ou deixar de ver alguns pontos.

O Brasil de FHC buscava tornar os EUA e Europa os maiores parceiros comerciais do Brasil.

Quando Lula começou a flertar com outros parceiros (Rússia, China, Índia, Oriente Médio) os inimigos dele falavam o quanto ele aproveitava a presidência para viajar...
Mas as alianças comerciais que ele criou, quando surgiu a crise de 2008 (que tá aí até hoje), mesmo tendo levado um baque na nossa economia, ele não foi tão grande quanto outros países que tinham toda a sua economia focada em EUA e Europa (O FGBras deve explicar melhor essa parte) e sim em vários países "alternativos" que na epoca ninguém achava importantes.

O problema dos investimentos é esse, podem gerar muitos dividendos ao país, mas até essa hora, podem ser usados como um erro.


 

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Causou certa indignação em determinados setores da sociedade brasileira a inauguração do porto de Mariel, em Cuba, na segunda-feira 27/01/2014, com a presença de Dilma Rousseff. O espanto se deu por que a obra foi erguida graças a um financiamento do BNDES, que data ainda do governo Lula. Atribui-se o investimento a uma aliança ideológica entre os governos petistas e a família Castro, responsável pela ditadura na ilha. É um equívoco ver o empréstimo desta forma. Trata-se de um ato pragmático do Brasil.
 
O porto de Mariel é um colosso. Ele é considerado tão sofisticado quanto os maiores terminais do Caribe, os de Kingston (Jamaica) e de Freeport (Bahamas), e terá capacidade para receber navios de carga do tipo Post-Panamax, que vão transitar pelo Canal do Panamá quando a ampliação deste estiver completa, no ano que vem. A obra, erguida pela Odebrecht em parceria com a cubana Quality, custou 957 milhões de dólares, sendo 682 milhões de dólares financiados pelo BNDES. Em contrapartida, 802 milhões de dólares investidos na obra foram gastos no Brasil, na compra de bens e serviços comprovadamente brasileiros. Pelos cálculos da Odebrecht, este valor gerou 156 mil empregos diretos, indiretos e induzidos no País.
 
A obra “se pagou”, mas o interesse do Brasil vai além disso. Há quatro aspectos importantes a serem analisados.
 
O primeiro foi exposto por Dilma no discurso feito em Cuba. O Brasil quer, afirmou ela, se tornar “parceiro econômico de primeira ordem” de Cuba. As exportações brasileiras para a ilha quadruplicaram na última década, chegando a 450 milhões de dólares, alçando o Brasil ao terceiro lugar na lista de parceiros da ilha (atrás de Venezuela e China). A tendência é de alta se a população de Cuba (de 11 milhões de pessoas), hoje alijada da economia internacional, for considerada um mercado em potencial para empresas brasileiras.
 
Esse mercado só será efetivado, entretanto, se a economia cubana deixar de funcionar em seu modo rudimentar atual. Como afirmou o subsecretário-geral da América do Sul do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Antonio José Ferreira Simões, o modelo econômico de Cuba precisa “de uma atualização”. O porto de Mariel é essencial para isso, pois será acompanhado de uma Zona Especial de Desenvolvimento Econômico criada nos moldes das existentes na China. Ali, ao contrário do que ocorre no resto do país, as empresas poderão ter capital 100% estrangeiro. Dono de uma relação favorável com Cuba, o Itamaraty está buscando, assim, completar uma de suas funções primordiais: mercado para as empresas brasileiras. Não é à toa, portanto, que o Brasil abriu uma nova linha de crédito, de 290 milhões de dólares, para a implantação desta Zona Especial em Mariel.
 
Aqui entra o terceiro ponto, a localização de Mariel. O porto está a menos de 150 quilômetros do maior mercado do mundo, o dos Estados Unidos. Ainda está em vigor o embargo norte-americano a Cuba, mas ele é insustentável a longo prazo. “O embargo não vai durar para sempre e, quando cair, Cuba será estratégica para as companhias brasileiras por conta de sua posição geográfica”, disse à Reuters uma fonte anônima do governo brasileiro. Tendo em conta que a população cubana ainda consistirá em mão de obra barata para as empresas ali instaladas, fica completo o potencial comercial de Mariel.
 
Há ainda um quarto ponto. Ao transformar Cuba em parceira importante, o Brasil amplia sua área de influência nas Américas em um ponto no qual os Estados Unidos não têm entrada. A administração Barack Obama é favorável ao fim do embargo, como deixou claro o presidente dos EUA em novembro passado, quando pediu uma “atualização” no relacionamento com Cuba. Ocorre que a Casa Branca não tem como derrubar o embargo atualmente diante da intensa pressão exercida no Congresso pela bancada latina, em sua maioria linha-dura. No vácuo dos EUA, cresce a influência brasileira.
 
Grande parte das críticas ao relacionamento entre Brasília e Cuba ataca o governo brasileiro por se relacionar com uma ditadura que não respeita direitos humanos. Tal crítica tem menos análise de política externa do que ranço ideológico, como prova o silêncio quando em destaque estão as relações comerciais do Brasil com a China, por exemplo. Não há, infelizmente, notícia de um Estado que paute suas relações exteriores pela questão de direitos humanos. Se a regra fosse essa, possivelmente o mundo não seria a lástima que é.
 
Soma-se a isso o fato de que manter boas relações com Cuba é uma prática do Estado brasileiro, não do governo atual. As relações Brasília-Havana foram reatadas em 1985 e têm melhorado desde então. Em 1992, no governo Fernando Collor, houve uma tentativa de trocar votos em eleições para postos em organizações internacionais. A prática, como a Folha de S.Paulo mostrou em 2011, continuou no governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), sob o qual o Brasil também fechou parcerias e intercâmbios com Cuba.
 
De fato, em 1998 o então chanceler de FHC, Luiz Felipe Lampreia, se encontrou com um importante dissidente cubano, Elizardo Sánchez, algo que o governo brasileiro parece muito distante de fazer. Pode-se, e deve-se, criticar o fato de o Planalto sob o PT não condenar publicamente as violações de direitos humanos da ditadura castrista, mas não se pode condenar o investimento no porto de Mariel. Neste caso, prevaleceu o interesse nacional brasileiro.

 

 

Acho que Brasil e Cuba hoje em relação a sociedade temos duas questões. A primeira é sobre o porto em Cuba não ter sido uma promossa de campanha de Dilma, mas portos a reestruturação de portos do Brasil sim. Para o porto em Cuba o Brasil fez uma atividade comercial, emprestou dinheiro e não vou entrar no mérito de quanto ou se lucrou, mas o porto foi feito e o dinheiro ainda há de voltar. Enquanto que as promessas sobre os portos do Brasil não foi feito. Ora, faltou dinheiro? Se faltou por que emprestou aos outros ao invés de fazer o trabalho aqui? Por isso fica uma certa indignação da população. Isso aliado a ter um "carimbo" de secreto na negociação que fica fechada a população sobre detalhes entre os dois governos.

 

A outra questão é a relação com Cuba se estreitar em outros setores como aconteceu com o Mais Médicos, onde se dizia que não tinha Médicos no Brasil que quisessem receber mais de R$10 mil reais para trabalhar no programa. O que é uma mentira. A parceria pagava grande parte desse valor por médico de Cuba, sendo a maior parte para a própria Cuba e uma pequena parte para a médica. Mas um médico do Brasil não receberia esse mesmo valor dentro do programa. 

 

Ainda assim isso são águas passadas que nem vão comentar tanto no futuro, exceto se o Mais Especialidades que Dilma quer implantar também seja com Cubanos. O maior medo mesmo do país nesse sentido seria uma mudança de governo, seja para Comunismo ou para um Boliviarimo. Dilma já demonstra que é capaz de congelar preços do que controla, o medo agora é se ela quiser meter o dedo também no restante do comércio para aí acabarmos virando uma Venezuela da vida.

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A outra questão é a relação com Cuba se estreitar em outros setores como aconteceu com o Mais Médicos, onde se dizia que não tinha Médicos no Brasil que quisessem receber mais de R$10 mil reais para trabalhar no programa. O que é uma mentira. A parceria pagava grande parte desse valor por médico de Cuba, sendo a maior parte para a própria Cuba e uma pequena parte para a médica. Mas um médico do Brasil não receberia esse mesmo valor dentro do programa. 

 

Seritinga, Minas Gerais.
Cidade a cerca de 1 hora de carro de cidades médias como Caxambu e São Lourenço e a 2 horas de Juiz de Fora (não conto Belo Horizonte, são 4 horas).
Em 2010, meu pai estava conversando com o prefeito e eu do lado. A conversa era sobre o atendimento médico na cidade. 
O prefeito dizia o problema que era encontrar médicos para lá, o médico da cidade era um jovem recém formado mas que iria apenas completar seu período de contrato - faltavam seis meses pra completar - e iria embora.
Mesmo pagando um salário melhor que na capital por que a esposa dele não aguentou o clima de cidade pequena (menos de 10 mil habitantes) e depois de poucos meses já tinha ido embora de volta pro Rio.
Isso comentando que entre a cidadezinha e uma cidade mediana era 1 hora de carro - menos do que eles deviam perder no trânsito do Rio.

 

Simplesmente não existe pessoa normal (em quantidades suficientes) que aceite ir pra Quixeratomin a mil quilômetros do shopping ou Lan House mais próximo mesmo com salários acima dos 5 dígitos.

Isso, pelo menos não é mentira.

O resto, honestamente não sei. Mas sei que havia um programa que pagava esse mesmo valor para médicos brasileiros irem para o interior e foi um fracasso.

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É, na verdade o plano secreto da Dilma é unificar Bolívia, Venezuela, Brasil e Cuba num pais só! Mas como os custos militares para o Brasil anexar tais territórios seria muito grande, ela prefere infiltrar aos poucos o imperialismo brasileiro, que foi iniciado na era FHC, através de acordos econômicos. A batata já está assando...

 

Estou brincando. Mas sério agora, o PT é capitalista até o osso. Acho tão bobo esse medo de se implantar o comunismo no Brasil! Paranóia inventada pela mídia de massa pró-latifúndio.

 

Sobre a falta de água em SP, chega a ser irônico. Não queria estar na pele de Geraldo Alckmin. Quando os “sem água” saírem às ruas, como fizeram em Cochabamba (Bolívia), em Rosário (Argentina) ou em tantas cidades nordestinas em outras épocas, a classe política vai conhecer o que é a fúria popular causada pela sede. Como se diz aqui pelo sertão, “a fome e a sede têm cara de herege”.

 
O sofrimento humano causado pela falta d’água se generaliza em todo o país. Primeiro como resultado de um processo histórico de degradação e maltrato para com nossos mananciais. Segundo pela incapacidade total de nossas autoridades que têm poder de decisão de ver o que acontece e tomar medidas preventivas contra o pior. Terceiro porque a questão eleitoral não permite o debate sério que a cidade de São Paulo e outras regiões do país – como o São Francisco - terão que ter ao menos para sobreviver.
 
O sofrimento humano deveria gerar solidariedade, não preconceitos e raivas. Prefiro a sensibilidade da nordestina de Canudos que todos os discursos feitos nessa eleição contra o Nordeste e seu povo. A voz das redes sociais, então, mesmo vindo de médicos, advogados, políticos, intelectuais etc., espelha o que há de pior no ser humano. E é aí que está a ironia: por muitos anos os separatistas do sul e sudeste gritavam "indústria da seca!" para denunciar os desvios de dinheiro que se aproveitavam do pacto federativo para beneficiar as oligarquias do nordeste. Mas a raiva ia para o cidadão comum, discriminado por ser nordestino, e não para os políticos corruptos.
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Vale postar entrevistas também? Essa aqui reclama que não se falou sobre a questão energética durante estas eleições:

 

Correio da Cidadania: Você poderia comentar um pouco do trabalho desenvolvido pelo setorial de energia do Fórum Social Mundial?
 
Chico Whitaker: O Fórum Social Temático de Energia foi proposto a partir de uma crítica à matriz energética brasileira. Primeiro, a crítica foi pensada na perspectiva de um modelo de desenvolvimento que exige cada vez mais energia, em favor do crescimento econômico e dos grandes consumidores, que são as indústrias e, principalmente, a mineração. Assim, a identificação das fontes locais de energia está muito amarrada à perspectiva do Fórum.
 
Uma das críticas que fazemos, como mostra o próprio enunciado do Fórum, é: energia para que, para quem e como? Essas três questões colocam: para que nós queremos energia? É para, puramente, levar ao desenvolvimento industrial e ao desenvolvimento da mineração? Ou é, basicamente, pela necessidade da população e da indústria, em termos de criação de emprego etc.?
 
Evidentemente, tais investimentos são relativos ao primeiro objetivo, o drama da nossa matriz energética. Por exemplo: as hidrelétricas são um desastre ecológico e ambiental, e uma maneira de obter energia que, no fundo, causa muito mais prejuízo do que benefício. E nem pensemos em tipos de obtenção de energia como as termelétricas e o uso de combustível fóssil que está, principalmente agora, contribuindo enormemente para a produção do dióxido de carbono que vai para a atmosfera, o aquecimento global etc.
 
Entretanto, o pior da nossa matriz não é propriamente ela, mas a maneira como o problema é enfrentado, com a produção através de grandes empresas e implantação da lógica das mesmas empresas, como se vê até na energia eólica. O Brasil tem abertura para se investir na energia eólica e solar, mas entrega tudo para as empresas, que entram e atropelam o que está pela frente.
 
Temos situações de praias no Nordeste em que a população foi simplesmente deslocada e desalojada para dar lugar às grandes torres e hélices eólicas, tirando delas as condições de vida, de trabalho, o próprio acesso ao mar, o que impossibilita o trabalho dos pescadores. Por conta disso, existem muitos movimentos sociais do Nordeste contra as eólicas, porque, apesar de ser uma fonte de energia mais limpa e mais renovável do que, por exemplo, a nuclear, está causando tanto dano para a vida das pessoas que elas acabam se levantando e dizendo “não queremos eólica aqui”.
 
Portanto, a crítica geral é a respeito da maneira como se concebe a necessidade de energia no Brasil, a forma de obtê-la e as reais perspectivas que temos de levar em conta, que não são as de crescimento econômico puro e simples, mas, fundamentalmente, de desenvolvimento, ou seja, de atendimento progressivo das necessidades de toda a população.
 
Correio da Cidadania: Sabemos que, com a atual crise hídrica, as termelétricas, opção energética cara e poluente, estão a todo vapor. Qual é a sua opinião sobre a gestão do setor elétrico hoje no Brasil, no que diz respeito, em primeiro lugar, às fontes que são priorizadas?
 
Chico Whitaker: O que nos pareceu claro na discussão do Fórum foi exatamente a questão da matriz, que é centralizada através de grandes empresas. Implica em grandes sistemas de transmissão, que atravessam territórios e são levados a grandes distâncias, quando o Brasil deveria partir para um esquema de produção descentralizada, algo possível através de outras fontes, principalmente através da solar e da eólica.
 
A energia solar, por exemplo, tem uma potencialidade enorme de ser produzida em quantidades que atendam as comunidades que estão diretamente embaixo dos painéis. Isso elimina toda a problemática da transmissão e, ao mesmo tempo, fica na dimensão das pessoas e não na dos “grandes painéis”, que são imensas “fazendas solares”, como se diz, e acabam sendo tão grandes como as hidrelétricas e outros territórios por aí afora.
 
Para exemplificar, usamos o caso de Brasília: a cidade poderia ter painéis solares em todos os seus prédios e diminuir a necessidade de energia. Resolveria ali mesmo sua geração, diretamente com o Sol, sem todos os outros danos. Obviamente, diminuiria a imposição de outros tipos de fontes de energia suprirem parques industriais e outras necessidades energéticas.
 
A mudança da matriz energética implica na concepção de produção descentralizada de energia.
 
Correio da Cidadania: Há estudiosos das hidroelétricas no Brasil (figuras que jamais tiveram seus nomes ligados a lobbies de interesse) que as defendem como uma opção necessária para um país com as nossas dimensões e necessidades, ainda que contestem a forma como foram tocadas obras como Belo Monte. O que você tem a dizer a esse respeito?
 
Chico Whitaker: Na realidade, a discussão sobre a matriz energética interfere em outros interesses e um deles é o das grandes empreiteiras de obras públicas. No fundo, há hidrelétricas enormes que são construídas muito mais pelo resultado do lobby e da pressão da empreiteira sobre o governo do que da necessidade objetiva ou de melhor solução para aquele caso.
 
As grandes barragens, as maiores do mundo, ou coisa que o valha, são tipicamente uma concepção da empreiteira, que quer fazer a grande obra e provar que aquela eletricidade é necessária. Mas, na verdade, necessário para ela é auferir lucros maiores através de uma grande obra.
 
O engano está em toda a maneira de abordar a questão. É típico, por exemplo, o caso das hidrelétricas que estão sendo feitas na Amazônia: inundam enormes territórios, exigem sistemas de transmissão de longa distância e causam diversos danos ambientais e sociais. Acima de tudo, são grandes negócios para as empreiteiras, e não para o atendimento de uma necessidade energética.
 
E isso também se vincula ao problema da visão sobre o crescimento econômico; se é preciso crescer a qualquer custo ou se é preciso atender às necessidades da sociedade, ao invés das necessidades de crescimento do capital.
 
Correio da Cidadania: Diria que algum dos atuais postulantes à presidência daria mais força à pauta das energias renováveis?
 
Chico Whitaker: As fontes renováveis aparecem cada vez mais, diante do dilema que se coloca com a energia nuclear. Mas o grande drama é que a Dilma tem uma posição pró-nucelar, a favor das grandes empresas e da produção desse tipo de energia. E o Aécio não difere. Ele nunca se exprimiu sobre o assunto e, por mais que devesse, tal discussão não apareceu na campanha. Só apareceu uma vez, por uma colocação do Eduardo Jorge, em torno, especificamente, do Tratado Nuclear Brasil-Alemanha (assinado em 1975) e da insegurança de Angra 3, que está sendo construída no momento.
 
Correio da Cidadania: Mas as fontes renováveis poderiam de fato suprir de modo considerável as necessidades energéticas do país?
 
Chico Whitaker: Essas fontes estão em processo de implantação. O problema é: onde situar os investimentos? Porque tudo depende de tecnologia, que exige pesquisas. Inovações exigem recursos. Se não se dedicam recursos, não vêm nunca. As eólicas, por exemplo, precisam de todo um desenvolvimento tecnológico, seja para grandes ou pequenas hélices, pois se usará uma ou outra de acordo com as circunstâncias.
 
O desenvolvimento de um tipo de energia pouquíssimo usada no Brasil, a energia das marés, exigiria muito investimento em pesquisa. E na energia solar, estão sendo construídas cada vez mais formas alternativas - inclusive, na universidade brasileira, já existe pesquisa pra produzir energia fotovoltaica através de outros elementos que não o silício, ou seja, há uma pesquisa a fazer. Somente à medida que houver investimentos do governo para as experiências ganharem espaço, avançar-se-á nessas alternativas.
 
Hoje, objetivamente, a produção de energia eólica no Brasil já ultrapassou, em quantidade, a energia nuclear. Já a energia solar está caminhando muito mais lentamente. Mas, em outros países, como na China, que é impressionante, e na Alemanha, a porcentagem da energia solar na matriz energética já está bem acima do que qualquer outra fonte.
 
Correio da Cidadania: Qual a força do lobby nuclear no Brasil?
 
Chico Whitaker: O lobby nuclear é muito complexo. Porque não se trata somente de tecnologia; tem origem e objetivo militares. Desde o começo, a implantação de usinas de energia elétrica nuclear era uma maneira de dominar uma tecnologia de produção de bombas. Esse era o objetivo. O lobby é muito mais para garantir a chamada soberania nacional nos armamentos do que propriamente atender a uma necessidade energética.
 
A energia nuclear é um pretexto pra outra coisa, a bomba, o que no Brasil começou com os militares. Eles queriam chegar na bomba, pois tinham o projeto do “grande Brasil”, que teria capacidade de se impor no conjunto das nações se também fosse detentor de bombas atômicas, uma autêntica loucura. Por isso foi feito o acordo nuclear com a Alemanha.
 
Na mesma época, o Japão entrava no esquema nuclear fortemente, numa perspectiva armamentista, pois já tinha passado o tempo da ocupação norte-americana após a segunda guerra. Ou seja, o nuclear está muito vinculado a este problema. E vinculado também, de novo, às grandes empresas que ganham dinheiro com tais empreendimentos. E já não são mais empresas nacionais, são empresas internacionais. Nós, atualmente, temos a francesa Areva, a russa Rosatom, além dos japoneses, que até há pouco tempo, antes do acidente da usina de Fukushima, estavam exportando usinas para outros países.
 
A indústria nuclear tem um interesse muito grande de se expandir. Porém, a energia nuclear, além desses aspectos todos vinculados ao militarismo, tem outro aspecto ainda mais dramático: é extremamente perigoso. Um só acidente (entre muitos que podem acontecer, mas apenas um) tem consequências impressionantemente negativas para a população e a vida do país. O lobby nuclear esconde do público exatamente aquilo que se tornou necessário para a vida: o desaparecimento da radioatividade da crosta terrestre, que permitiu o florescimento da vida na Terra.
 
Agora, o ser humano, de novo, através dos testes nucleares e da expansão das usinas, está espalhando elementos radioativos pela crosta terrestre de uma maneira inacreditável.
 
Correio da Cidadania: Qualquer seja o vencedor do pleito presidencial, portanto, a energia solar seria facilmente preterida por essa e outras matrizes mais poluentes?
 
Chico Whitaker: Até agora, a perspectiva que eles deram foi essa. A Dilma já foi presidente quatro anos e, antes, ministra das Minas e Energia. Não tenho dúvida nenhuma de que ela acha o nuclear necessário. A solar e a eólica são intermitentes, pois não há solar à noite e não há eólica sem vento, e deve-se cobrir a insuficiência das duas fontes. Mas nem Dilma nem Aécio veem os riscos, o que é um dado real da vida brasileira.
 
No Japão, ficou claríssima a desinformação geral que temos sobre os reais riscos do nuclear. Mas, na medida em que os candidatos não veem tais riscos, os tecnocratas do setor nuclear (ou nucleocratas) tampouco verão. Estamos falando de pessoas tão inconscientes que seus críticos mais ferrenhos e ferozes os chamam de “tecnopatas” ou “nucleopatas”.
 
É uma autêntica loucura pretender aumentar o parque energético através de energia nuclear. Na Alemanha, o lado anti-nuclear ganhou, mas na França não, porque a França depende em 77% do nuclear em sua matriz energética. No Japão, ainda há uma autêntica batalha no país, pois 75% da população são contra o nuclear e 11% a favor, mas o voto lá é facultativo e uma porcentagem muito pequena da população tem votado.
 
Correio da Cidadania: Você citou que a discussão sobre a questão energética não apareceu na campanha. Como tem visto essa ‘displicência’ com tema tão essencial no debate eleitoral?
 
Chico Whitaker: Não existe debate. O debate eleitoral fica muito mais voltado ao que o governo pode fazer para a população pobre, necessitada, ou para algum serviço que tem de prestar. Assim, não se olha para trás, isto é, para a própria estrutura econômica do país e a maneira como se desenvolve.
 
É absolutamente impressionante a pobreza do debate eleitoral. Mas corresponde também à pobreza geral da consciência coletiva sobre a importância dos temas energéticos. Ainda não entraram na preocupação generalizada da população. Agora, por exemplo, com a falta d´água, a pessoa está acordando para o que significa a ausência de planejamento no setor.
 
Espero que não aconteça no Brasil, mas só vão acordar para o nuclear quando houver algum desastre. Já levamos o maior susto com 19 gramas de césio lá em Goiânia, que matou um montão de gente, mas depois esquecemos. Aquilo foi há trinta anos e hoje ninguém sabe o que aconteceu em Goiânia. Infelizmente, o imaginário coletivo, a maneira como a população vê a coisa e a desinformação geral fazem tudo ser empurrado com a barriga.
 
As pessoas só se preocupam com o plano imediato. É óbvio que saúde, educação, escola, habitação são essenciais, mas se inserem em um contexto que diz respeito à incapacidade do país em satisfazer suas necessidades.
 
Correio da Cidadania: Por que a candidata petista, oriunda do setor elétrico, não toca no assunto, a seu ver?
 
Chico Whitaker: Porque este não é um assunto que interessa à população. É um tema tratado muito tecnicamente. Não é abordado como uma opção de política econômica e energética. Assim, a Dilma não sente necessidade de colocar o problema ao público. Exatamente porque ninguém está exigindo.
 
Foi excepcional o Eduardo Jorge levantar a questão num debate. Mas isso ocorreu uma única vez, em um debate, em uma pergunta. Ou seja, a preocupação geral é mínima.

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Claro que pode entrevista, pode tudo, simplesmente vamos falar de política!  :nod:

 

Mas a entrevista é grande, então só leio depois.  :P

 

Seritinga, Minas Gerais.
Cidade a cerca de 1 hora de carro de cidades médias como Caxambu e São Lourenço e a 2 horas de Juiz de Fora (não conto Belo Horizonte, são 4 horas).
Em 2010, meu pai estava conversando com o prefeito e eu do lado. A conversa era sobre o atendimento médico na cidade. 
O prefeito dizia o problema que era encontrar médicos para lá, o médico da cidade era um jovem recém formado mas que iria apenas completar seu período de contrato - faltavam seis meses pra completar - e iria embora.
Mesmo pagando um salário melhor que na capital por que a esposa dele não aguentou o clima de cidade pequena (menos de 10 mil habitantes) e depois de poucos meses já tinha ido embora de volta pro Rio.
Isso comentando que entre a cidadezinha e uma cidade mediana era 1 hora de carro - menos do que eles deviam perder no trânsito do Rio.

 

Simplesmente não existe pessoa normal (em quantidades suficientes) que aceite ir pra Quixeratomin a mil quilômetros do shopping ou Lan House mais próximo mesmo com salários acima dos 5 dígitos.

Isso, pelo menos não é mentira.

O resto, honestamente não sei. Mas sei que havia um programa que pagava esse mesmo valor para médicos brasileiros irem para o interior e foi um fracasso.

 

Eu acredito que há muitos médicos que poderiam não querer esse valor por conta do local, mas também há muitos que queiram. Afinal, o que é mais fácil, uma pessoa deixar o seu país para ir para outro e receber uma parcela pequena desse valor ou um brasileiro recem-formado e com poucas opções fazer o mesmo? 

 

Nem todo formando em medicina tem pai rico para montar consultório ou bons contatos, um salário de R$ 10 mil e ainda com auxilio moradia e transporte com certeza iria atrair muitos médicos. Mas no fim, é mesmo achismo meu por essa lógica que comento. Vai ver Cuba é um inferno completamente insuportável mesmo e é bem mais fácil alguém querer fugir de lá para outro país do que alguém que mora no Brasil se mudar para outra cidade/estado.

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Campanha de Aécio usou pesquisa com dados enganosos.

 

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Claro que pode entrevista, pode tudo, simplesmente vamos falar de política!  :nod:

 

Mas a entrevista é grande, então só leio depois.  :P

 

 

Eu acredito que há muitos médicos que poderiam não querer esse valor por conta do local, mas também há muitos que queiram. Afinal, o que é mais fácil, uma pessoa deixar o seu país para ir para outro e receber uma parcela pequena desse valor ou um brasileiro recem-formado e com poucas opções fazer o mesmo? 

 

Nem todo formando em medicina tem pai rico para montar consultório ou bons contatos, um salário de R$ 10 mil e ainda com auxilio moradia e transporte com certeza iria atrair muitos médicos. Mas no fim, é mesmo achismo meu por essa lógica que comento. Vai ver Cuba é um inferno completamente insuportável mesmo e é bem mais fácil alguém querer fugir de lá para outro país do que alguém que mora no Brasil se mudar para outra cidade/estado.

Bom, eu contei esse caso real, houve anos atrás uma serie de reportagens - inclusive da Globo - mostrando que muitas cidades do interior tem esse problema.
Você acha que pra muitos jovens de classe alta, ir pra Queximorin, onde não tem internet, não tem balada, falta água dias e dias seguidos, faz um calor dos infernos e a estrada de lama mal permite vc andar a 10kmph nos dias de chuva e que te enche a casa de poeira nos dias secos é interessante pelo salário alto. 

Mas o salário alto é justamente por conta disso, de ninguém querer.

Então, por um fato real - um prefeito de uma cidade do interior de menos de 10 mil habitantes estar passando dificuldades pra encontrar um médico que queira ficar na cidade - mesmo com ambulatório completo, alto salário pra um iniciante e proximidade de outros centros - mais as reportagens que mostraram que o fato era verídico.

Por outro, vc acha que um cara formado numa grande cidade, filho de pais capazes de pagar medicina, com acesso à muitas coisas boas ia para uma cidade a 500Km de outra cidade de médio porte, sujeitando-se a grandes sacrifícios por conta de um alto salário, achando que entre ganhar 4 mil na capital e 10 no meio do nada, ele vai preferir o nada.

:)

 

Quanto aos cubanos, trabalhar em outro país sempre pode ser legal.


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Essa é a cartilha do Aécio que foi seguida nos seus 8 anos em Minas, um dos motivos que me levou a não votar nele de jeito nenhum.

Concordo com nosso amigo Muot-Hart (que nem tem mais cadastro na BG) e foi esse um dos principais medos que eu tinha.
Se Dilma é ruim, Aécio seria pior. Mas seria vendido como melhor.
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Se Dilma é ruim, Aécio seria pior. Mas seria vendido como melhor.

 

 

Me prove isso com argumentos políticos, terei prazer em destroçar todos os seus argumentos.

 

:nod:

 

=====================

 

 

A gestão do PT além de ser corrupta até as entranhas é totalmente incompetente em lidar com o país. Hoje pela primeira vez desde 1994 na criação do plano real o governo brasileiro se encontra em deficit! 

 

Nosso crescimento econômico simplesmente da passos para trás. Nossas verbas são todas mal direcionadas fora as que se perde com os inúmeros atos de corrupção.

Cara é tanta coisa ruim pra falar que nem sei por onde começo. E também não sei como alguém informado pode defender tamanho descaso. 

 

Estamos seguindo para o buraco em largos passos. E só não enxerga isso quem nunca leu sobre o assunto profundamente (política), ou tem cargo público e morre de medo de perde-lo (cof cof cof) ou em outro caso é um dos beneficiados do bolsa família. 

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Me prove isso com argumentos políticos, terei prazer em destroçar todos os seus argumentos.

 

:nod:

 

=====================

 

 

A gestão do PT além de ser corrupta até as entranhas é totalmente incompetente em lidar com o país. Hoje pela primeira vez desde 1994 na criação do plano real o governo brasileiro se encontra em deficit! 

 

Nosso crescimento econômico simplesmente da passos para trás. Nossas verbas são todas mal direcionadas fora as que se perde com os inúmeros atos de corrupção.

Cara é tanta coisa ruim pra falar que nem sei por onde começo. E também não sei como alguém informado pode defender tamanho descaso. 

 

Estamos seguindo para o buraco em largos passos. E só não enxerga isso quem nunca leu sobre o assunto profundamente (política), ou tem cargo público e morre de medo de perde-lo (cof cof cof) ou em outro caso é um dos beneficiados do bolsa família. 

 

É mais ou menos isso. O pessoal que defende o PT eu vejo que muitas vezes nem o faz por "depender" de algo, mas é mais por uma visão ideológica bonitinha de que "Lula foi bom pr'os pobres" e PSDB só governa pra ricos. Ouvi MUITO isso nos últimos dias.

 

Como já disse, não sou contra os programas de bolsas. Em alguns casos eles realmente são necessários, não vou repetir todo aquele wall of text que postei ali antes. O problema do PT continuar é que centralizar o poder na mão de um mesmo grupo por 16 anos é perigoso, seja lá qual grupo for. E eu vejo essa história do PT salvar pobre como um culto a imagem do Lula que me preocupa, pelo risco de acabarmos como a Venezuela, onde o governo tomou várias decisões erradas que levaram o país pra uma grave crise, mas o povo ia deixando porque "Chavez foi bom para os pobres". Ser bom para os pobres é um ponto positivo, mas um governo é mais do que programas sociais, e quando não é bem administrado, o povo todo sofre.

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[...]

 

A outra questão é a relação com Cuba se estreitar em outros setores como aconteceu com o Mais Médicos, onde se dizia que não tinha Médicos no Brasil que quisessem receber mais de R$10 mil reais para trabalhar no programa. O que é uma mentira. A parceria pagava grande parte desse valor por médico de Cuba, sendo a maior parte para a própria Cuba e uma pequena parte para a médica. Mas um médico do Brasil não receberia esse mesmo valor dentro do programa. 

 

Ainda assim isso são águas passadas que nem vão comentar tanto no futuro, exceto se o Mais Especialidades que Dilma quer implantar também seja com Cubanos. O maior medo mesmo do país nesse sentido seria uma mudança de governo, seja para Comunismo ou para um Boliviarimo. Dilma já demonstra que é capaz de congelar preços do que controla, o medo agora é se ela quiser meter o dedo também no restante do comércio para aí acabarmos virando uma Venezuela da vida.

Se a maioria dos médicos vem de Cuba, o restante de Argentina, Bolívia, Espanha, Portugal, etc., é por conta de crise na europa ou de brasileiros que estudam nestes países e voltaram sem o Revalida.

E, curiosamente, a formação médica no Brasil não tem uma prova de validação como Direito tem o exame da OAB, porém o médico estrangeiro que vem pra cá, tem de se sujeitar a uma prova com questões de cirurgia avançada para ser mero clínico-geral, uma incongruência claramente classista, para reserva de mercado.

O Mais Especialidades exigirá pós-graduação e experiência na área, como cardiologia, pediatria, ortopedia e geriatria, sendo que pediatria tem um déficit histórico no Brasil, por não dar lucro no ramo privado. Cardiologia pq os brasileiros estão engordando e morrendo muito de acidentes coronários e vasculares. Geriatria pq a população está vivendo mais.

Mas quem critica como se fosse eterno, não vê que o Governo está financiando e o MEC autorizando cursos de Medicina.

 

Inclusive incluiram 2 anos de atuação no SUS local, para forçar estudantes de outros estados que forem pras UF's do interior a atuarem nos postos de saúde do interior:
http://oglobo.globo.com/brasil/estudantes-de-medicina-terao-que-trabalhar-2-anos-no-sus-para-obter-diploma-8960019

 

http://www.saladeimprensadilma.com.br/2014/09/30/cidades-paulistas-vao-receber-curso-de-medicina/

 

http://g1.globo.com/pr/oeste-sudoeste/noticia/2013/07/dilma-rousseff-anuncia-curso-de-medicina-em-cinco-cidades-do-parana.html

 

http://g1.globo.com/educacao/noticia/2014/05/mec-autoriza-420-novas-vagas-de-medicina-em-universidades-federais.html
 

....

 

Estamos seguindo para o buraco em largos passos. E só não enxerga isso quem nunca leu sobre o assunto profundamente (política), ou tem cargo público e morre de medo de perde-lo (cof cof cof) ou em outro caso é um dos beneficiados do bolsa família. 

Realmente, sem concurso ou não comparecendo ao serviço, o cargo público pode ficar vago. Disso o Aécio entende:

http://politica.estadao.com.br/noticias/eleicoes,stf-derruba-lei-da-gestao-aecio-sobre-servidores-imp-,1145629

------
Empregado público pode ser demitido pelos mesmos motivos da CLT.
Já servidor estatutário, meu caso, só pode ser demitido por (Lei 8112/90):

Art. 132.  A demissão será aplicada nos seguintes casos:

        I - crime contra a administração pública;

        II - abandono de cargo;

        III - inassiduidade habitual;

        IV - improbidade administrativa;

        V - incontinência pública e conduta escandalosa, na repartição;

        VI - insubordinação grave em serviço;

        VII - ofensa física, em serviço, a servidor ou a particular, salvo em legítima defesa própria ou de outrem;

        VIII - aplicação irregular de dinheiros públicos;

        IX - revelação de segredo do qual se apropriou em razão do cargo;

        X - lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio nacional;

        XI - corrupção;

        XII - acumulação ilegal de cargos, empregos ou funções públicas;

        XIII - transgressão dos incisos IX a XVI do art. 117.

-----

Art. 117.  Ao servidor é proibido: (Vide Medida Provisória nº 2.225-45, de 4.9.2001)

        ...

        IX - valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem, em detrimento da dignidade da função pública;

        X - participar de gerência ou administração de sociedade privada, personificada ou não personificada, exercer o comércio, exceto na qualidade de acionista, cotista ou comanditário; (Redação dada pela Lei nº 11.784, de 2008

        XI - atuar, como procurador ou intermediário, junto a repartições públicas, salvo quando se tratar de benefícios previdenciários ou assistenciais de parentes até o segundo grau, e de cônjuge ou companheiro;

        XII - receber propina, comissão, presente ou vantagem de qualquer espécie, em razão de suas atribuições;

        XIII - aceitar comissão, emprego ou pensão de estado estrangeiro;

        XIV - praticar usura sob qualquer de suas formas;

        XV - proceder de forma desidiosa;

        XVI - utilizar pessoal ou recursos materiais da repartição em serviços ou atividades particulares;

-------------

 

Como não cometi nem cometo nenhum dos atos supracitados, além de ter sido avaliado com nota 8 nos 3 anos do meu triênio probatório, por 2 chefes diferentes, estou bem tranquilo.
Ademais, as quatro varas em que trabalhei, contando a atual, cumprem todas as metas de produtividade do CNJ, que são rigorosas e algumas delas incrementais em 10% a cada ano.

Aliás, entrei em 2010 e minha geração de servidores tá dando exemplo. O artigo sobre o estágio probatório reza:

Art. 20.  Ao entrar em exercício, o servidor nomeado para cargo de provimento efetivo ficará sujeito a estágio probatório por período de 24 (vinte e quatro) meses, durante o qual a sua aptidão e capacidade serão objeto de avaliação para o desempenho do cargo, observados os seguinte fatores: (vide EMC nº 19)
A EMC 19 AUMENTOU PARA 36 MESES.

 

        I - assiduidade;

        II - disciplina;

        III - capacidade de iniciativa;

        IV - produtividade;

        V- responsabilidade.

        § 1o  4 (quatro) meses antes de findo o período do estágio probatório, será submetida à homologação da autoridade competente a avaliação do desempenho do servidor, realizada por comissão constituída para essa finalidade, de acordo com o que dispuser a lei ou o regulamento da respectiva carreira ou cargo, sem prejuízo da continuidade de apuração dos fatores enumerados nos incisos I a V do caput deste artigo. (Redação dada pela Lei nº 11.784, de 2008

        § 2o  O servidor não aprovado no estágio probatório será exonerado ou, se estável, reconduzido ao cargo anteriormente ocupado, observado o disposto no parágrafo único do art. 29.

----------

Fui aprovado em 2013, mas continuo sendo avaliado anualmente e em 2014 minha chefe atual sinalizou que irá me dar nota 9, na média de vários quesitos.
Em 2011 e 2012, a Justiça do Trabalho foi elogiada por estar encurtando seus prazos e batendo recordes de arrecadação ao INSS e Receita:

http://amatra-03.jusbrasil.com.br/noticias/100024022/justica-do-trabalho-e-a-mais-celere-diz-levantamento

http://www.cobap.org.br/capa/lenoticia.asp?ID=7924

-----
Resumindo, empresário que acha que não precisa do Estado (cof cof cof), deveria experimentar viver no anarco-capitalismo onde não haja o poder garantidor dos contratos.
No primeiro fornecedor que enrabá-lo ou cliente que não pagá-lo, sem existir TJ nem TRF, mate ele e aguarde a vendeta perpétua do mundo pré-jurídico.

Editado por FGBraz

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Bom, eu contei esse caso real, houve anos atrás uma serie de reportagens - inclusive da Globo - mostrando que muitas cidades do interior tem esse problema.
Você acha que pra muitos jovens de classe alta, ir pra Queximorin, onde não tem internet, não tem balada, falta água dias e dias seguidos, faz um calor dos infernos e a estrada de lama mal permite vc andar a 10kmph nos dias de chuva e que te enche a casa de poeira nos dias secos é interessante pelo salário alto. 

Mas o salário alto é justamente por conta disso, de ninguém querer.

Então, por um fato real - um prefeito de uma cidade do interior de menos de 10 mil habitantes estar passando dificuldades pra encontrar um médico que queira ficar na cidade - mesmo com ambulatório completo, alto salário pra um iniciante e proximidade de outros centros - mais as reportagens que mostraram que o fato era verídico.

Por outro, vc acha que um cara formado numa grande cidade, filho de pais capazes de pagar medicina, com acesso à muitas coisas boas ia para uma cidade a 500Km de outra cidade de médio porte, sujeitando-se a grandes sacrifícios por conta de um alto salário, achando que entre ganhar 4 mil na capital e 10 no meio do nada, ele vai preferir o nada.

:)

 

Quanto aos cubanos, trabalhar em outro país sempre pode ser legal.


Concordo com nosso amigo Muot-Hart (que nem tem mais cadastro na BG) e foi esse um dos principais medos que eu tinha.
Se Dilma é ruim, Aécio seria pior. Mas seria vendido como melhor.

 

 

Sobre o salário e o jovem de classe alta você não entendeu o que eu falei. Falei exatamente que entendo que um classe alta não iria querer participar do Mais Médicos, mas acho incrível a questão dos formados em medicina a cada ano não querer por ser brasileiro. Pois, nem todos que ingressam nas faculdades de medicina são classe alta. Esses realmente irão fazer seus próprios consultórios, mas há muitos que vão para tentar uma vida melhor com salários iniciais de menos de R$ 2 mil e muitos são solteiros. Não teria por que não querer R$ 10 mil. O problema é que R$ 10 mil é por contrato por médico de Cuba, mas o Brasileiro não receberia o mesmo valor.

 

Sobre mídia, eu não acho que se compara o caso de Aécio com Alckimin na questão de impedir notícias. Sou do interior de Pernambuco e a tempos já sabia da falta de água em SP. Já vi essa notícia várias vezes na televisão e olha que mal assito televisão.

 

Já em Aécio até hoje não soube de notícia nenhuma, só mesmo do Aeroporto. Que a justiça já soube e o julgou inocente. Claro que sei que pode rolar muitos acordos nesse meio, mas não pesquisei a fundo para saber se o Estado errou ou acertou. Mas acho que é mais fácil condenar do que inocentar um cara do PSDB quando quem manda mesmo é o PT. Então se ficou inocentado é por que a mesmo chances de tudo isso ser mais sensacionalismo do que outra coisa.

 

Como aquela de que ele bateu na mulher de acordo com um jornalista, mas a mulher nega e outros jornalistas que foram lá e entrevistaram o povo da "festa" disseram não ter visto nada disso. Foram até a imprensa na época para desmentir, mas já estava feito. Isso é antigo e resolvido, mas até este ano isso foi bastante promovido mesmo sendo de acordo com os estudos uma mentira.

 

 

 

 

Se a maioria dos médicos vem de Cuba, o restante de Argentina, Bolívia, Espanha, Portugal, etc., é por conta de crise na europa ou de brasileiros que estudam nestes países e voltaram sem o Revalida.

E, curiosamente, a formação médica no Brasil não tem uma prova de validação como Direito tem o exame da OAB, porém o médico estrangeiro que vem pra cá, tem de se sujeitar a uma prova com questões de cirurgia avançada para ser mero clínico-geral, uma incongruência claramente classista, para reserva de mercado.

O Mais Especialidades exigirá pós-graduação e experiência na área, como cardiologia, pediatria, ortopedia e geriatria, sendo que pediatria tem um déficit histórico no Brasil, por não dar lucro no ramo privado. Cardiologia pq os brasileiros estão engordando e morrendo muito de acidentes coronários e vasculares. Geriatria pq a população está vivendo mais.

Mas quem critica como se fosse eterno, não vê que o Governo está financiando e o MEC autorizando cursos de Medicina.

 

Inclusive incluiram 2 anos de atuação no SUS local, para forçar estudantes de outros estados que forem pras UF's do interior a atuarem nos postos de saúde do interior:
http://oglobo.globo.com/brasil/estudantes-de-medicina-terao-que-trabalhar-2-anos-no-sus-para-obter-diploma-8960019

 

http://www.saladeimprensadilma.com.br/2014/09/30/cidades-paulistas-vao-receber-curso-de-medicina/

 

http://g1.globo.com/pr/oeste-sudoeste/noticia/2013/07/dilma-rousseff-anuncia-curso-de-medicina-em-cinco-cidades-do-parana.html

 

http://g1.globo.com/educacao/noticia/2014/05/mec-autoriza-420-novas-vagas-de-medicina-em-universidades-federais.html
 

Realmente, sem concurso ou não comparecendo ao serviço, o cargo público pode ficar vago. Disso o Aécio entende:

http://politica.estadao.com.br/noticias/eleicoes,stf-derruba-lei-da-gestao-aecio-sobre-servidores-imp-,1145629

------
Empregado público pode ser demitido pelos mesmos motivos da CLT.
Já servidor estatutário, meu caso, só pode ser demitido por (Lei 8112/90):

Art. 132.  A demissão será aplicada nos seguintes casos:

        I - crime contra a administração pública;

        II - abandono de cargo;

        III - inassiduidade habitual;

        IV - improbidade administrativa;

        V - incontinência pública e conduta escandalosa, na repartição;

        VI - insubordinação grave em serviço;

        VII - ofensa física, em serviço, a servidor ou a particular, salvo em legítima defesa própria ou de outrem;

        VIII - aplicação irregular de dinheiros públicos;

        IX - revelação de segredo do qual se apropriou em razão do cargo;

        X - lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio nacional;

        XI - corrupção;

        XII - acumulação ilegal de cargos, empregos ou funções públicas;

        XIII - transgressão dos incisos IX a XVI do art. 117.

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Art. 117.  Ao servidor é proibido: (Vide Medida Provisória nº 2.225-45, de 4.9.2001)

        ...

        IX - valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem, em detrimento da dignidade da função pública;

        X - participar de gerência ou administração de sociedade privada, personificada ou não personificada, exercer o comércio, exceto na qualidade de acionista, cotista ou comanditário; (Redação dada pela Lei nº 11.784, de 2008

        XI - atuar, como procurador ou intermediário, junto a repartições públicas, salvo quando se tratar de benefícios previdenciários ou assistenciais de parentes até o segundo grau, e de cônjuge ou companheiro;

        XII - receber propina, comissão, presente ou vantagem de qualquer espécie, em razão de suas atribuições;

        XIII - aceitar comissão, emprego ou pensão de estado estrangeiro;

        XIV - praticar usura sob qualquer de suas formas;

        XV - proceder de forma desidiosa;

        XVI - utilizar pessoal ou recursos materiais da repartição em serviços ou atividades particulares;

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Como não cometi nem cometo nenhum dos atos supracitados, além de ter sido avaliado com nota 8 nos 3 anos do meu triênio probatório, por 2 chefes diferentes, estou bem tranquilo.
Ademais, as quatro varas em que trabalhei, contando a atual, cumprem todas as metas de produtividade do CNJ, que são rigorosas e algumas delas incrementais em 10% a cada ano.

Aliás, entrei em 2010 e minha geração de servidores tá dando exemplo. O artigo sobre o estágio probatório reza:
Art. 20.  Ao entrar em exercício, o servidor nomeado para cargo de provimento efetivo ficará sujeito a estágio probatório por período de 24 (vinte e quatro) meses, durante o qual a sua aptidão e capacidade serão objeto de avaliação para o desempenho do cargo, observados os seguinte fatores: (vide EMC nº 19)
A EMC 19 AUMENTOU PARA 36 MESES.

 

        I - assiduidade;

        II - disciplina;

        III - capacidade de iniciativa;

        IV - produtividade;

        V- responsabilidade.

        § 1o  4 (quatro) meses antes de findo o período do estágio probatório, será submetida à homologação da autoridade competente a avaliação do desempenho do servidor, realizada por comissão constituída para essa finalidade, de acordo com o que dispuser a lei ou o regulamento da respectiva carreira ou cargo, sem prejuízo da continuidade de apuração dos fatores enumerados nos incisos I a V do caput deste artigo. (Redação dada pela Lei nº 11.784, de 2008

        § 2o  O servidor não aprovado no estágio probatório será exonerado ou, se estável, reconduzido ao cargo anteriormente ocupado, observado o disposto no parágrafo único do art. 29.

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Fui aprovado em 2013, mas continuo sendo avaliado anualmente e em 2014 minha chefe atual sinalizou que irá me dar nota 9, na média de vários quesitos.
Em 2011 e 2012, a Justiça do Trabalho foi elogiada por estar encurtando seus prazos e batendo recordes de arrecadação ao INSS e Receita:
http://amatra-03.jusbrasil.com.br/noticias/100024022/justica-do-trabalho-e-a-mais-celere-diz-levantamento

http://www.cobap.org.br/capa/lenoticia.asp?ID=7924

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Resumindo, empresário que acha que não precisa do Estado (cof cof cof), deveria experimentar viver no anarco-capitalismo onde não haja o poder garantidor dos contratos.
No primeiro fornecedor que enrabá-lo ou cliente que não pagá-lo, sem existir TJ nem TRF, mate ele e aguarde a vendeta perpétua do mundo pré-jurídico.

 

Qualquer empregado deveria poder mesmo ser demitido. Isso é ruim? Claro que tem que haver regras e controle, mas eu sempre fui contra a empregos "super-seguros" onde o empregado não precisa ter um bom desempenho para ficar no cargo.

 

Qualquer empregado deve poder ser demitido assim como qualquer empresário pode falir. Quem manda nessas coisas deveria ser simplesmente a economia e a qualidade da pessoa no ofício.

 

Mas você esqueceu de comentar completamente o deficit do Brasil para este ano. Foi intencional?

 

O Brasil está sendo muito mal administrado, tanto que está em deficit. Primeira vez nos últimos 20 anos. Isso é fato.

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